Política

FHC retoma críticas a Serra e aponta Aécio como provável candidato em 2014

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso voltou a criticar o ex-governador José Serra durante a campanha eleitoral de 2010, disputada contra Dilma Rousseff, em artigo publicado na edição deste domingo do diário ultraconservador paulistano O Estado de S. Paulo.

Na qualidade de presidente de honra do PSDB nacional, FHC reafirma que o senador Aécio Neves (MG) é, atualmente, o mais provável candidato da sigla em 2014, embora o veja “em fase de testes”.

O tucano retomou as críticas que já havia feito durante uma recente entrevista à revista britânica The Economist, quando culpou Serra pelo fracasso nas últimas eleições presidenciais.

“José Serra, amadurecido por êxitos e derrotas, não conseguiu deixar clara em 2010 sua mensagem”, argumentou no jornal paulistano, afirmando que o ex-governador deveria ter demonstrado mais convicção na defesa de suas propostas.

“O isolamento em que sua campanha ficou, dadas as dissonâncias internas do PSDB e as dificuldades para fazer alianças políticas, impediu a vitória”, escreveu FHC.

Na sequência, o ex-presidente expõe novamente sua visão de que Aécio Neves é o “mais óbvio provável candidato” por conta da boa posição em Minas Gerais e de seu estilo de fazer política. Ainda assim, o senador “está em fase de teste: transmitirá uma mensagem que salte os muros do Congresso e chegue às ruas?”.

FHC pensa que Aécio deve ter a ousadia de dizer “verdades inconvenientes”, ainda que tenham um custo eleitoral, para mostrar à população que existe um “outro lado” na política.

O texto, intitulado Crer e perseverar, tem como mote a necessidade de a oposição deixar de lado a timidez em criticar um governo tão popular, centro dos debates de integrantes de DEM e de PSDB, incentivados pela mídia tradicional, nas últimas semanas, em especial depois que tucanos atacaram abertamente o que consideram uma postura tímida de Aécio na contraposição a Dilma Rousseff.

Em dois momentos, FHC compara a popularidade das gestões de Lula e de Dilma às obtidas durante o chamado “milagre econômico”, durante a ditadura. Ele considera que a oposição deve fazer seu papel independentemente do resultado eleitoral que isso acarrete, ainda que precise escolher aquilo que deseja, situação diferente da vivida durante o regime autoritário, quando estava claro que se o alvo era a abertura política.

O ex-presidente garante que ganhou duas vezes eleições contra Luiz Inácio Lula da Silva porque tinha uma mensagem clara, a da estabilização econômica por meio do Plano Real, e que o próprio Lula teve êxito quando se mostrou “audacioso, desprendido e generoso”.

Fonte: votebrasil.com

Depois de trocar três ministérios, Dilma mira substituições no 2º escalão

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A troca em três ministérios foi apenas o início da reforma “conta-gotas” promovida pela presidente Dilma Rousseff. Fechados os principais problemas no primeiro escalão, a hora agora é de voltar atenções para posições do segundo, além de bancos e estatais.

E elas prometem ser bem mais intensas do que as promovidas na Esplanada dos Ministérios. Logo de cara, o Planalto deve trocar o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Evangevaldo Santos, que acusou o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), de cobrar um mensalinho para garantir sua permanência no cargo. Ele deve ser substituído por João Carlos Bona, atual diretor financeiro da autarquia.

Bona chegou à Conab no lugar de Oscar Jucá Neto, irmão do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que saiu do cargo acusado de ter autorizado pessoalmente a quitação de um débito de R$ 8 milhões de uma empresa de armazenagem chamada Renascença.

A substituição faz parte do processo de saneamento que está sendo conduzido pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. Ele esteve ontem à tarde no Palácio do Planalto, reunido com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

A presidente Dilma prometeu acelerar as trocas no segundo e terceiro escalões do governo federal. No primeiro ano de mandato, o setor ficou meio esquecido pela caneta presidencial. Aliados faziam romaria no Palácio do Planalto com listas de nomes e sugestões de espaços para substituir os apadrinhados políticos. E a presidente não dava sinais de compreensão.

Fonte: votebrasil.com

Mantega: ex-presidente da Casa da Moeda foi indicado pelo PTB

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou hoje (3) ter mantido Luiz Felipe Denucci na presidência da Casa da Moeda após tomar conhecimento de irregularidades no órgão. Mantega resolveu falar sobre o assunto para esclarecer pontos que, segundo ele, foram divulgados de forma equivocada.

Além de dizer que não sabia de problemas na Casa da Moeda, Mantega negou conhecer Denucci antes de ele assumir a direção do órgão. De acordo com o ministro, em 2008, quando houve mudança na presidência do órgão, o PTB fez indicações, mas os primeiros nomes não foram aceitos. Posteriormente, o partido apresentou o nome de Denucci, acrescentou Mantega.

“Aceitei a indicação feita pelo líder do PTB [na Câmara dos Deputados], Jovair de Oliveira Arantes, na ocasião. Não conhecia essa pessoa [Luiz Felipe Denucci]. Recebi o curriculum. Ele tinha um curriculum adequado para a missão e as funções na Casa da Moeda”, lembrou o ministro.

Mantega informou também que Denucci recebeu a missão de modernizar a Casa da Moeda, com troca de maquinários e produção de cédulas que não “ficassem sujeitas a fraudes”. Segundo o ministro, quando a missão começou a ser cumprida, o partido resolveu trocar seu indicado. “O próprio Jovair Arantes manifestou desejo de trocar o indicado, porque Denucci não estaria atendendo satisfatoriamente as expectativas deles [integrantes do partido]”. Ainda de acordo com o ministro, o líder do partido, porém, foi informado de que não seria possível fazer a troca, com a modernização que vinha sendo implementada no órgão.

O ministro lembrou que, em 2010, surgiu a primeira matéria na imprensa trazendo “à tona” um problema ocorrido em 2001 com Denucci. A notícia dizia que Denucci havia trazido recursos do exterior e depositado em sua conta como se fosse um empréstimo. A Receita Federal e Polícia Federal atuaram no caso e um processo administrativo foi instaurado, mas, recentemente, segundo Mantega, a multa foi reduzida. “Isso, porém, não tinha interferência com a função que ele desempenhava e, portanto, não se justificava uma mudança por causa disso.”

Depois disso, o líder do PTB tentou mais uma vez trocar o presidente da Casa da Moeda e fez acusações que, segundo Mantega, não tinham fundamento, nem foram comprovadas. Ele disse ter recomendado ao parlamentar que fizesse uma acusação formal, que entrasse na Justiça, porque, assim, as denúncias poderiam ser investigadas. De acordo com o ministro, quando há acusação formal, é criada uma comissão de sindicância.

Posteriormente, houve nova denúncia, de possíveis irregularidades na compra de máquinas para a Casa da Moeda. A comissão de sindicância criada informou, então, que nenhum tipo de problema foi encontrado. Quanto às atuais denúncias, Mantega defendeu que sejam apresentadas formalmente. “Elas têm que ser formalizadas e feitas de forma adequada. Precisam ser investigadas. Tanto que, quando houve o problema em 2001 com Denucci, foi investigado pela Polícia Federal e pela Receita Federal.”

As notícias sobre irregularidades na Casa da Moeda foram publicadas nesta semana após a demissão de Denucci. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada terça-feira (30), diz que Denucci é suspeito de ter transferido US$ 25 milhões para duas empresas no exterior registradas em nome dele e da filha. Segundo o texto, o dinheiro veio de fornecedores da Casa da Moeda, vinculada ao Ministério da Fazenda, que, além de produzir moedas e cédulas, confecciona documentos oficiais e presta serviços a outros países.

O Ministério da Fazenda instaurou comissão de sindicância para investigar as suspeitas de irregularidade na administração do órgão. “O Ministério Público também está no caso. Quando Denucci foi admitido, tinha credibilidade, não havia nenhuma suspeita. Havia uma operação sendo investigada, e era a uma questão administrativa. Não era óbice para ele ser contratado”, concluiu Mantega.

Edição: Nádia Franco

Presidente Dilma cobra mais ‘disciplina e ousadia’ do Congresso

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Fonte: votebrasil.com

Pouco mais de um mês depois de enfrentar um duro embate no Legislativo para evitar a inclusão de aumentos salariais para o Judiciário e outras categorias do funcionalismo público, a presidente Dilma Rousseff defendeu a manutenção da rigidez fiscal e do controle das despesas públicas em 2012, na reabertura dos trabalhos do Congresso.

“Frente à instabilidade do cenário internacional em 2012, a gestão econômica do nosso país nos exigirá disciplina e ousadia”, afirmou a presidente, na Mensagem ao Congresso Nacional, que foi levada à sessão conjunta da Casa pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e lida pelo primeiro-secretário da Mesa, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO).

“Disciplina para assegurar a solidez de nossos fundamentos macroeconômicos, o que passa pelo alcance do superavit fiscal proposto para o corrente ano, pela atenção constante sobre a evolução dos preços e pela continuidade da redução da dívida pública brasileira”, reforçou a mensagem da presidente.

PSDB quer que Mantega dê explicações sobre Casa da Moeda

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Fonte: votebrasil.com

‘Vamos discutir na próxima terça a possibilidade de convocá-lo’, disse líder. Para líder do governo, ‘ministro já tomou a atitude que deveria tomar’.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) afirmou nesta sexta-feira (3) que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deveria ir ao Congresso dar explicações sobre a demissão do presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci. A Casa da Moeda, que foi fundada em 1694, é ligada ao Ministério da Fazenda.

“É óbvio que o ministro tem que vir dar explicações”, disse Aloysio Nunes. Questionado sobre a convocação de Mantega, o senador disse que o líder do PSDB na Casa, senador Alvaro Dias (PR), está tomando as providências. “Vamos discutir na próxima terça-feira a possibilidade de convocá-lo”, afirmou Dias.

Aloysio criticou o fato de que a indicação de Denucci para o cargo só tenha sido efetuada com o aval do PTB. “Chegamos no fim do poço em matéria de observância das regras da República quando o ministro da Fazenda precisa da cobertura de um partido para nomear o presidente da Casa da Moeda. É o fim da picada”, disse o senador.

Nesta quinta-feira (2), o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, afirmou que a indicação de Denucci para o cargo foi feita por Mantega e respaldada pelo PTB, e por isso o desgaste pela demissão não poderia recair sobre o partido.

Jefferson também defendeu a convocação de Mantega. “Ele [Denucci] é afilhado dele [Mantega], então tem que dar explicações. Uma coisa institucional.

O ministro pediu que o PTB chancelasse a indicação, então ele deveria vir a público porque a confusão está ficando na conta do PTB. Por lealdade, ele deveria vir ao Congresso Nacional”, afirmou Jefferson.

Governo

O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), disse que Guido Mantega já tomou as providências necessárias sobre o suposto caso de corrupção na Casa da Moeda.

“As coisas já estão caminhando no sentido da apuração, já há um fato consumado, a demissão do dirigente da Casa da Moeda, o ministério está apurando e o passo seguinte, na minha opinião, é remeter para o Ministério Público e para a Polícia Federal a apuração para a gente identificar o que houve. As coisas devem se encaminhar agora para um esclarecimento maior e para uma tomada de posições mais firme”, disse Pinheiro.

Pinheiro afirmou ainda que “mais cedo ou mais tarde” Mantega deve ir ao Congresso dar explicações. “O ministro já tomou a atitude que deveria tomar. O assunto já é de amplo conhecimento. E o ministro, mais cedo ou mais tarde, vai estar aqui na Casa e vocês vão ter oportunidade de cobrar dele explicações, detalhamentos”, disse.

 Investigação

Portaria do Ministério da Fazenda publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira indicou os integrantes da Comissão de Sindicância que foi aberta para apurar denúncias de corrupção na Casa da Moeda, e estabeleceu um prazo de 30 dias para a conclusão dos trabalhos.

Segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” publicada nesta terça (31), Luiz Felipe Denucci Martins é suspeito de receber propina de fornecedores do órgão por meio de duas empresas no exterior. Ao jornal, ele atribui a denúncia a uma briga partidária dentro do PTB, que indicou seu nome.

Renan: PMDB não quer acirrar disputa sobre cargos no segundo escalão

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

 

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje que o partido não pretende ajudar a acirrar ainda mais a disputa na base aliada da presidente Dilma Rousseff por cargos do segundo escalão da administração federal. Nas últimas semanas, o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), tentou manter na direção-geral do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), Elias Fernandes, que foi por ele indicado. A exoneração de Fernandes foi publicada no dia 27 no Diário Oficial da União.

- O partido está unido e tem feito dessa união seu cartão de visitas – destacou Renan, após um café da manhã no gabinete do vice-líder do governo, Gim Argello (PTB-DF). Também participaram do encontro o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA) e o senador Fernando Collor (PTB-AL), entre outros.

Na terça-feira (7), o presidente José Sarney fará uma reunião de líderes para começar a definir uma agenda de votações em 2012. Segundo o vice-líder do governo, Gim Argello, como esse ano “será curto” por causa das campanhas nas eleições municipais do segundo semestre, é importante que se tenha uma pauta mínima de matérias prioritárias.

Um dos temas que preocupam os senadores é a aprovação de uma nova lei que defina os critérios para a divisão dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou prazo até 31 de dezembro para publicação de nova lei complementar que estabeleça novos critérios para o rateio dos recursos a fim de acabar com o “congelamento” dos coeficientes desde 1989.
 

 

 

Negromonte diz que foi vítima de disputa política e denúncias infundadas

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Na carta de demissão entregue hoje (2) à presidenta Dilma Rousseff, o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, diz que foi vítima de disputas políticas que levaram a denúncias infundadas contra sua gestão. A carta foi entregue no começo da tarde, em encontro fechado, que durou cerca de 20 minutos. Negromonte será substituído pelo deputado Aguinaldo Ribeiro, atual líder do PP na Câmara dos Deputados. A posse do novo ministro deve ocorrer amanhã (3) ou na próxima segunda-feira (6).

No texto de cerca de 30 linhas, Negromonte diz que sente honrado de ter participado do primeiro governo comandado por uma mulher e que durante o período que esteve à frente do Ministério das Cidades fez o “possível”, diante das limitações de orçamento e das disputas em torno da pasta.

“Fiz o que foi possível, dentro do quadro de restrição financeira e de disputa política, que tornaram ainda mais difícil o já exigente exercício da gestão pública federal. Nossa gestão foi marcada pela transparência, pela seriedade e pela dedicação ao seu governo. Todos os projetos que a senhora nos delegou, ao nos confiar a pasta das cidades, foram desenvolvidos atentamente em consonância com outros ministérios do governo e seguindo o ritmo permitido pela liberação orçamentária do governo federal”, diz a carta.

Em relação às denúncias de corrupção na pasta, que circulam desde agosto de 2011, Negromonte diz que as acusações são infundadas e que foram levantadas por adversários interessados no ministério. “Nessa verdadeira guerra pelo poder, parte da mídia reproduziu denuncias vazias, de forma agressiva e insistente. Fui vítima de uma campanha que se pretendeu difamante e que o tempo vem provando infundada, sem consistência, sem conteúdo. A gestão no Ministério das Cidades e minha vida pessoal foram vasculhadas e nenhuma ilegalidade foi encontrada, não respondo a nenhum processo”.

Entre as denúncias que envolvem o ministro, estão casos de favorecimento na liberação de verbas e fraude em documentos para beneficiar projetos.

Na carta, Negromomte diz ainda que voltará a Câmara, de onde continuará a apoiar o governo como deputado federal. “Agradeço a confiança depositada nesse seu aliado de primeira hora e desejo que seu governo continue levando nosso Brasil pelo caminho do desenvolvimento econômico e do equilíbrio social”.

 

Edição: Rivadavia Severo

Ministério das Cidades: sai Negromonte; entra Aguinaldo Ribeiro

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


O que já era esperado desde a manhã desta quinta-feira (2), confirmou-se durante a tarde. O ministro das Cidades, Mário Negromonte, entregou sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff. Para o seu lugar foi indicado o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Através da Secretaria de Comunicação, a presidente agradeceu “os serviços por ele prestados ao país à frente da pasta e lhe deseja boa sorte em seus novos projetos”. Segundo a nota, para substituí-lo, a presidente convidou o atual líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB). A posse do novo ministro deve ocorrer nesta sexta-feira (3) ou na segunda-feira (6).
 
Deputado federal de primeiro mandato, o novo ministro das Cidades é formado em engenharia civil e administração de empresas. Em seu estado, o parlamentar foi secretário de Agricultura, Irrigação e Abastecimento, além de ter também ocupado o cargo de secretário de Ciência e Tecnologia, Recursos Hídricos e Meio Ambiente.
 
Negromonte é o oitavo ministro a deixar o governo Dilma após ataques incessantes da velha mídia. Ele já havia dito que “não aguentava mais o tiroteio”. Em carta entregue a presidente Dilma, o ex-ministro agradeceu pela oportunidade que lhe foi dada e diz ser um aliado de primeira hora e continuará sempre fiel.

Também comentou sobre os problemas políticos que tem enfrentado e a “batalha na mídia”, mas reforça que não foi comprovado nada contra ele e, por este motivo, tem a confiança do seu partido e do governo. Deputado federal pelo PP da Bahia, Negromonte anuncia que volta a Câmara, onde diz na carta que a presidente sempre poderá contar com ele no que se refere aos projetos de desenvolvimento social do país.

De Brasília,
Kerison Lopes – vermelho.org.br 

Walter Pinheiro é o novo líder do PT no Senado

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O baiano Walter Pinheiro é o novo líder do PT no Senado. Pinheiro foi escolhido ao final de reunião da bancada ocorrida esta manhã (1). Ele substitui o senador Humberto Costa (PT-PE). A reunião, que contou com a presença do presidente do PT, Rui Falcão, destinava-se também a tentar resolver a pendência entre Marta Suplicy (PT-SP) e José Pimentel (PT-CE) em torno da primeira vice-presidência do Senado. Mas não houve acordo quanto a isso.

Pinheiro destacou-se em 2011 por sua atuação como relator do Plano Plurianual (PPA) para o período 2012-2016. No ano passado, ele também relatou a Lei de Acesso à Informação e a regulamentação da TV por assinatura. Natural de Salvador (BA), Walter de Freitas Pinheiro começou a carreira profissional na antiga Telebahia no final da década de 70. Sua trajetória política começa no sindicalismo. Foi presidente do Sindicato dos Telefônicos da Bahia, e fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), disputou sua primeira eleição em 1986 como candidato a deputado estadual; em 1992, foi eleito vereador de Salvador, assumindo a liderança da bancada e escolhido pela imprensa entre os melhores da capital. Na quarta e última eleição para deputado federal, em 2006, obteve o maior número de votos do PT no Brasil – 200.894 votos em 414 do total de 417 municípios baianos. Em 2009, Pinheiro se licenciou para assumir, a convite do governador Jaques Wagner, a pasta de Planejamento do Governo da Bahia, com a tarefa de garantir investimentos para o estado em um ano de crise financeira mundial. Walter Pinheiro se elegeu senador da República em 2010 com 3.630.944 votos, sendo o mais votado na Bahia.

Sem acordo

Segue, porém, sem acordo a pendência entre Marta Suplicy e José Pimentel. Segundo os senadores, havia um acordo pelo qual Marta exerceria o cargo de primeira vice-presidente do Senado no primeiro ano e depois o passaria para Pimentel. Mas Marta, preterida na sua ambição de ser candidata a prefeita de São Paulo (por influência do ex-presidente Lula, foi escolhido candidato o ex-ministro da Educação Fernando Haddad), agora quer ficar no cargo para manter, assim, um grau maior de exposição. Pimentel, por sua vez, cobra o cumprimento do acordo.

Em sua página no Twitter, Marta Suplicy informou no início da tarde que permanecerá na Primeira Vice-Presidência. A nota não informa, porém, se José Pimentel aceitou ou não perder o cargo.

Por RudolfoLago – congressoemfoco.com.br

Governo se mobiliza para limitar aposentadoria de servidor

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Por Mario Coelho -congressoemfoco.com.br

Governo pretende aprovar na Câmara proposta que estabelece teto para aposentadoria dos funcionários públicos. Lucros do petróleo na camada pré-sal e Código Florestal são outras prioridades.
“A Funpresp vai permitir que o Brasil não viva daqui a 20 anos o que a França vive hoje”, afirmou Vaccarezza em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (31). Apresentado no fim do ano passado, o substitutivo do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), relator na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), prevê a criação de três fundos, um para cada poder, e a contribuição do governo em 8,5% do salário do servidor, para aqueles que ultrapassarem o teto do Regime Geral da Previdência Social, atualmente em R$ 3.689,66.
 
Segundo Vaccarezza, já existe um acordo para partidos da oposição – DEM, PPS e PSDB – não obstruírem a sessão de votação da Funpresp. “Isso nos poupa aproximadamente dez horas de discussão”, disse, referindo-se às manobras permitidas pelo regimento aos integrantes da oposição, como verificação de quórom e votações nominais. Somente o PSOL se mantém contrário a levar o assunto ao plenário. O acordo, porém, não abrange a forma que a votação vai ocorrer, muito menos ao mérito do projeto.
 
O texto do projeto determina que os funcionários contratados após a instauração da entidade contribuirão com 11% apenas sobre o teto do Regime Geral de Previdência, valor da aposentadoria a que terão direito pelo regime próprio – exatamente como acontece com os funcionários da iniciativa privada. Caso queiram receber benefício maior, deverão contribuir para o regime complementar com um porcentual que eles mesmos definirão. O empregador governamental também será obrigado a pagar, mas o limite de contribuição será de 8,5%.
 
Como a terça-feira de carnaval cai em 21 de fevereiro, o governo tem duas semanas para colocar a Funpresp em votação na Câmara. Apesar de os trabalhos serem retomados oficialmente amanhã (1º), somente na próxima semana é que as votações em plenário devem ser retomadas. Cinco medidas provisórias trancam a pauta da Casa. A intenção do governo é votar as propostas em até 30 dias, na intenção de analisar as mudanças no Código Florestal Brasileiro e a distribuição dos lucros do petróleo na camada pré-sal em seguida.

Da realidade à ficção, Aécio ganha força para a eleição de 2014

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ao mesmo tempo em que Fernando Henrique dizia que o mineiro é o “candidato óbvio” do PSDB à sucessão de Dilma, ele era comparado ao presidente fictício de minissérie.

Nas duas últimas semanas, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi um dos nomes mais comentados na esfera política nacional. De objetivo, o ex-presidente Fer­­nando Henrique Cardoso apontou o parlamentar mineiro como “candidato óbvio” do PSDB à Presidência da República em 2014.

Já pelo lado folclórico, Aé­­cio foi comparado ao presidente fictício Paulo Ventura, da minissérie O Brado Retumbante, exibida pela Rede Globo (leia mais nesta página).

Caricaturas à parte, Aécio é visto como o candidato tucano ideal para enfrentar o PT nas próximas eleições, segundo especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo.

Para eles, Aécio já deveria ter disputado o pleito de 2010 no lugar do ex-governador paulista José Serra – que, mesmo já tendo amargado duas derrotas na briga pela Presidência, luta mais uma vez para ser o candidato do PSDB.

 Salvação tucana

Apesar de jamais ter se colocado abertamente como postulante à Presidência, Aécio é tido como único tucano capaz de recolocar o partido no topo do poder depois de três governos petistas consecutivos.

Para atingir esse objetivo, o mineiro tem FHC como seu principal cabo eleitoral dentro da legenda. Em recente entrevista à revista britânica The Economist, o ex-presidente disse que Aécio é o “candidato natural” do PSDB para 2014. FHC foi além e, em certa medida, atribuiu a Serra a maior parte da culpa pela derrota para Dilma Rousseff em 2010.

“Nosso candidato estava isolado mesmo internamente. Não formamos alianças. Foi uma espécie de arrogância. Seria possível vencer”, afirmou, ressaltando que Aécio, ao contrário, é “mais apto a estabelecer alianças”.

 Análise

Para o cientista político Bruno Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apesar de não haver garantias de que Aécio venha a ser um candidato competitivo ou mesmo um bom presidente, ele é a melhor aposta da oposição para 2014.

Segundo Reis, ao contrário de Serra, que é desagregador e cria inimigos até dentro do próprio partido, Aécio tem um estilo conciliador e um ótimo trânsito político, mesmo entre as legendas governistas.

“Nesse cenário, ele teria cabos eleitorais não do povão, mas gente com mandato trabalhando para ele em todo o país. Com essa capilaridade, iria para a disputa com alguma chance de vitória. Mas ainda assim dependeria muito de a economia não estar tão bem como hoje”, afirma Reis.

Além de concordar com a opinião de FHC, o cientista político Alberto Carlos de Almeida ressalta que, ao defender o nome de Aécio, o ex-presidente tenta frear o ímpeto de Serra para mais uma disputa que só traria desgaste ao PSDB. “O Serra já não era o candidato ideal em 2010, sobretudo diante de uma eleição tão difícil. Teria sido muito melhor ter lançado o Aécio, que ao menos já seria preparado para 2014”, avalia.

Na visão de Reis, esse é exatamente o cenário desenhado para as próximas eleições. “Se perder, o Aécio cultiva a posição dele e deixa o tempo passar, para voltar no futuro.”

* * * * *

 Entrevista

Beto Richa (PSDB), governador do Paraná

 O senhor, assim como o ex-presidente Fernando Henrique, também acha que o Aécio é o nome óbvio do PSDB para 2014?

Veja bem, é indiscutível que o Aécio tenha certa preferência, pois é um nome novo na disputa. Mas é muito cedo para privilegiar uma candidatura em detrimento de outra. Temos ainda uma eleição municipal antes de tudo isso, que será importante para avaliar a condição real do PSDB. O trabalho que precisamos fazer até escolher uma candidatura [a presidente] é fortalecer o partido com a aproximação com outros partidos para fortalecer um projeto.

 Com a presidente Dilma Rousseff em alta e a economia indo razoavelmente bem, o que o PSDB precisa fazer para ganhar a próxima eleição presidencial?

Fazer a oposição responsável que o PSDB sempre fez. Mas o trabalho maior é a reaproximação com a sociedade. Aproximar-se dos movimentos sociais, sindicatos, juventude, lideranças estudantis. Estar afinado com a agenda dos brasileiros.

O que o país espera de um governo? O PSDB tem condições de dar essas respostas com a capacidade dos nossos quadros. Para isso é fundamental melhora a comunicação coma a sociedade, algo notoriamente identificado por nós, como a maior falha do nosso partido durante o nosso governo [de FHC] e depois dele.

 O PSDB não sabe valorizar a parte que lhe cabe no bom momento do país?

Exatamente. Não soubemos nos defender de alguns ataques e não soubemos divulgar e explorar as boas ações que conquistamos. Hoje o Brasil colhe os frutos plantados pelo PSDB – como a estabilidade da economia, que foi o maior avanço de todos os tempos; a Lei de Responsabilidade Fiscal; o fortalecimento das instituições; o respeito internacional. Com a economia estável, o governo pôde avançar em vários setores. E o alicerce foi dado pelo PSDB.

 O principal equívoco da campanha de 2010 teria sido quando José Serra se colocou como a continuidade do Lula? Teve até o slogan “depois do Lula vem o Zé…”

Foi um erro. Não souberam explorar e divulgar as boas ações do PSDB. A campanha foi um tanto sem foco, sem caminho claro, com idas e vindas. Isso por um lado é natural em uma campanha, quando não se consegue crescer como se gostaria.

Lembro da minha campanha em 2008 [à prefeitura de Curitiba], eu estava muito forte para a reeleição e meus adversários não sabiam se me agrediam ou elogiavam meu governo.

Se batiam em mim, crescia a rejeição deles. Se não batiam… Ficaram num dilema. A candidatura da presidente Dilma era muito forte, com um grande padrinho político, o Lula. Nós ficamos meio sem diretriz de campanha.

 Como o senhor pode colaborar com isso?

Um bom exemplo que podemos dar em 2014 são as boas administrações de nós, os oito governadores do PSDB. Cabe a nós darmos um exemplo de gestão com resultados e ética.

Fonte: votebrasil.com

Russomanno lidera pesquisa para prefeito de SP

domingo, 29 de janeiro de 2012

Fonte: congressoemfoco.com.br

Deputado tem de 17% a 21% das intenções de voto em São Paulo, segundo Datafolha. Melhor tucano é Serra, que está fora da disputa. Chalita (9% no máximo) e Haddad (6%) estão atra de Netinho (13%).

O deputado Celso Russomanno (PRB), que lançou sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo ontem, é o mais bem avaliado na pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (29). De acordo com o levantamento, o ex-repórter de televisão tem de 17% a 21% das intenções de voto. O instituto pesquisou cinco cenários de candidatos e Russomanno só não lidera as pesquisas quando José Serra (21%) é apontado como concorrente. Mas Serra já disse ao PSDB que não vai disputar a prefeitura da maior cidade do Brasil.

Ontem, Russomanno disse que sua candidatura dependeria dos resultados dos institutos de pesquisa, negando a tese de abdicar da disputa em troca de ser apenas vice em uma chapa, como a do deputado Gabriel Chalita (PMDB), que tem o apoio do vice-presidente, Michel Temer. “Se ele [Chalita] estiver melhor que eu nas pesquisas, pode até ser. Mas primeiro ele tem de estar melhor que eu nas pesquisas”, disse Russomanno sábado, de acordo com a Agência Estado

Mas o Datafolha apurou que Chalita continua atrás de Russomano. Ele tem de 6% a 9% das intenções de voto, dependendo do cenário. “Esta será uma campanha árdua”, disse Russomanno ontem, ainda segundo a Agência Estado.

Apoiado pelo ex-presidente Lula, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) tem de 4% a 5% das intenções de voto. Ele e Chalita estão atrás de Netinho de Paula (PCdoB), com até 13% das intenções de voto.

Desconhecidos e rejeitados

A pesquisa mostra que Serra (98%), Netinho (96%), Russomanno (88%), Paulinho da Força (PDT, 82%) e Soninha Francine (PPS, 72%) são os pré-candidatos mais reconhecidos. Sobre eles, os eleitores disseram conhecer “muito bem”. Na outra ponta, estão Luiz Flávio D’Urso (PTB, 16%), Andrea Matarazzo (PSDB, 33%), Ricardo Trípoli (PSDB, 34%) e Haddad (38%).

Por outro lado, Netinho (35%) e Serra (33%) são os pré-candidatos com mais alta rejeição entre os paulistanos. Os eleitores que não votariam “de jeito nenhum” em Paulinho da Força são 20%; em Levy Fidélix (PRTB), 20%; e em Soninha, 20%.

A pesquisa do Datafolha foi feita na quinta-feira (26) e sexta-feira (27) passadas, com 1.090 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o estudo foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral com o número 1/2012.

ALGUNS RESULTADOS
Projeções feitas com base em cinco cenários de candidatos

Celso Russomanno (PRB): 17% a 21%
José Serra (PSDB): 21%
Netinho de Paula (PCdoB): 11% a 13%
Gabriel Chalita (PMDB): 6% a 9%
Fernando Haddad (PT): 4% a 5%
Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Trípoli (PSDB): 2% a 6%

Lobão admite criar cargo na Petrobras para abrigar José Eduardo Dutra

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os jornais têm dito que haverá mudanças, mas estou dizendo que não haverá mudanças, exceto se algum diretor manifestar o desejo de sair agora”, disse aos jornalistas.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu nesta sexta-feira (27) a possibilidade de criação de mais uma diretoria na Petrobras, para atender a interesses corporativos da estatal. “Não há decisão tomada ainda, mas é muito provável.

A criação de uma diretoria corporativa é importante”. Indagado sobre uma possível indicação do ex-presidente da estatal José Eduardo Dutra, que tem sido citada pela imprensa, Lobão disse que ele é “um excelente nome” para o cargo.

“Já foi presidente da empresa, tem qualificação plena para exercer qualquer função na Petrobras, já foi mais que aquilo que está sendo cogitado”.

Por outro lado, o ministro minimizou o impacto das mudanças na direção de Petrobras, com a substituição do presidente José Sergio Gabrielli por Maria das Graças Foster.

“A rigor, não muda nada na Petrobras, só a presidência. Os jornais têm dito que haverá mudanças, mas estou dizendo que não haverá mudanças, exceto se algum diretor manifestar o desejo de sair agora”, disse aos jornalistas.

Lobão convocou a imprensa para negar algumas informações que surgiram nos últimos, como as demissões do diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella e do presidente da Transpetro, braço logístico da Petrobras, o ex-senador Sérgio Machado. “Não há nenhuma mudança prevista, não haverá saída do Sérgio Machado”, assegurou.

Sobre o substituto de Maria das Graças Foster na diretoria de Gás e Energia, Lobão disse que ainda não há nenhum nome definido. “Ela própria [Foster] vai sugerir nomes à Presidência da República”. O nome deve ser anunciado na próxima reunião do Conselho de Administração da Petrobras, marcada para 9 de fevereiro.

Fonte: votebrasil.com

Líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves manda e desmanda no Dnocs

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB e deputado por 11 mandatos consecutivos, especializou-se em um órgão: o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

Apesar de a autarquia pertencer ao Ministério da Integração, pasta comandada pelo PSB de Fernando Bezerra, é o peemedebista que dá as cartas por lá.

Ele nomeia, define o destino de grandes projetos e, até mesmo, segura aliados que desagradam ao governo. A força de Henrique Eduardo Alves foi demonstrada nesta semana, quando o deputado acionou o vice-presidente Michel Temer para tentar manter Elias Fernandes no cargo de diretor-geral do Dnocs.

Os malfeitos do órgão, descobertos pela Controladoria-Geral da União (CGU), provocaram rombo de mais de R$ 312 milhões aos cofres públicos e, em vez de o afilhado político de Henrique Eduardo Alves cair, Albert Gradvohl, que ocupava o cargo de diretor administrativo e financeiro, acabou exonerado. A saída de Gradvohl desagradou aos peemedebistas do Ceará, que entenderam que o ex-diretor caiu para poupar Elias Fernandes.

“Uma mudança brusca ocorreu. Ele era um diretor que foi professor universitário. Estamos perplexos com a violência que a coisa foi feita”, afirmou o deputado Danilo Forte (PMDB-CE), lamentando a saída de Gradvohl.

No governo, há quem aponte que as recentes denúncias que migraram da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para o Dnocs devem-se a fogo amigo na bancada do PMDB, insatisfeita com a mudança da correlação de força dos estados.

Desde 1963, quando o Dnocs se tornou uma autarquia, a sede oficial do órgão é a capital do Ceará. Com a influência de Henrique Eduardo, no entanto, o Rio Grande do Norte vem ocupando espaço no orçamento do Dnocs.

 Desapropriação

No ano passado, o governo gastou R$ 1,5 milhão para recuperar as instalações do prédio da antiga Estação Ferroviária Federal para funcionar como a nova sede do Dnocs em Natal. Mas é uma obra de R$ 240 milhões que mobiliza as atenções dos potiguares, atualmente.

Em julho de 2010, durante a campanha de reeleição para a Câmara, Henrique Eduardo Alves esteve em Apodi, município de 34 mil habitantes distante 400km de Natal, e prometeu recursos para criar o Perímetro Irrigado de Santa Cruz. Em outubro de 2011, o Dnocs firmou contrato de R$ 10,4 milhões com a empresa KL Engenharia para elaborar o projeto executivo da obra que custará R$ 240 milhões, um quarto do orçamento anual da autarquia.

O projeto sofre resistências em Apodi. Os trabalhadores rurais da região reclamam que o decreto de desapropriação de 13 mil hectares afetará a vida de 150 famílias que vivem da agricultura familiar há 60 anos e que o projeto de irrigação tem a finalidade de atender a grandes empresas, que atuarão na monocultura de frutas para exportação. “A desapropriação ocorreu sem garantia nenhuma.

O modelo de irrigação foi copiado da porção do estado do Ceará”, afirmou Agnaldo Fernandes, agricultor familiar e coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi, referindo-se à obra de Tabuleiro de Russas, a 160km de Fortaleza, empreendimento em que a CGU encontrou sobrepreço que gerou prejuízo de R$ 24 milhões aos cofres públicos. “A gente quer algo para a agricultura familiar, diferente do agronegócio.

Na área desapropriada, por exemplo, há o Assentamento Milagres, que já tem até saneamento básico, e será prejudicado. A obra foi usada como plataforma de campanha, o modelo do projeto é para cinco empresas explorarem a maior parte do terreno e os pequenos produtores vão ficar nas mãos dessas cinco empresas”, conclui Fernandes.

O Correio entrou em contato com o deputado Henrique Eduardo Alves e com assessores, que rejeitaram a hipótese de favorecimento ao Rio Grande do Norte.

Sobre a obra de irrigação em Apodi, a assessoria afirmou que os R$ 240 milhões para o empreendimento do Rio Grande do Norte não podem ser comparados ao montante de R$ 1 bilhão do orçamento do Dnocs porque a execução orçamentária será diluída em mais de um ano financeiro. O Correio entrou em contato com a assessoria do Dnocs, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

 Mudanças negociadas

O ministro da Integração Nacional afirmou ontem que está negociando com o PMDB mudanças na estrutura do Dnocs. Alterações na pasta foram anunciadas ontem. Fernando Ciarlini assumiu a diretoria de Infraestrutura e Vitor de Souza Leão substituirá Gradvohl na diretoria de Administração Financeira.

“Estamos querendo a renovação dos quadros, estamos conversando com o PMDB, com os diretores atuais para iniciar esse processo de renovação”, afirmou o ministro.

O Dnocs passou a ser comandado pelo PMDB no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes, o partido com maior influência no órgão era o PFL, que mudou de nome e agora é o DEM.

Até a década de 1960, o Dnocs era a única instituição responsável por obras no semiárido brasileiro. Assim, todas as melhorias que chegavam ao interior do país levavam o selo do Dnocs, que se tornou alvo de disputa graças a seu potencial político.

 Superfaturamento

Auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em 2011 apontou a existência de contratos superfaturados e má gestão do Dnocs no controle dos recursos públicos. O trabalho também registra que 37 dos 47 convênios da Defesa Civil executados pelo Dnocs contemplaram municípios do Rio Grande do Norte, estado do diretor-geral do órgão, Elias Fernandes.

Fonte: votebrasil.com

Sem petistas, Dilma troca afagos com adversários

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fonte: votebrasil.com

Apenas três colegas de partido estiveram presentes na cerimônia em que presidenta foi homenageada pelo prefeito Gilberto Kassab.

Em meio a uma crise de relacionamento com o PT por conta de mudanças no primeiro escalão do governo, a presidenta Dilma Rousseff voltou a trocar afagos com adversários do partido nesta quarta-feira ao receber a Medalha 25 de Janeiro.

Ao contrário de edições anteriores, quando petistas foram em peso prestigiar a entrega da medalha a correligionários, apenas três integrantes do partido participaram da homenagem.

Deputados federais, estaduais e dirigentes do partido foram convidados mas não compareceram. O pré-candidato petista à prefeitura paulistana, Fernando Haddad, que adota um discurso de oposição a Kassab, desistiu de participar na última hora.

Dilma subiu ao palco acompanhada pelo governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin (que também recebeu a medalha) com quem conversou ao pé do ouvido durante todo o tempo. Antes de iniciar o discurso fez uma saudação especial ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (outro homenageado) e não poupou elogios ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD).

“Quero fazer um cumprimento especial e um agradecimento a essa figura capaz de agregar e criar vínculos fraternos, republicanos, com as pessoas mais diversas, o prefeito Gilberto Kassab, a quem sou grata”, disse Dilma.

O PT lidera a oposição ao governo de Kassab na Câmara Municipal de São Paulo e tem resistido às pressões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma aliança com o PSD nas eleições deste ano. O elogio de Dilma foi interpretado por petistas como um sinal de que a presidenta e Lula estão juntos nas articulações pela aproximação entre PT e Kassab.

No discurso, Dilma citou o movimento modernista de 1922, o escritor Roberto Pompeu de Toledo (ex-colunista da revista Veja) e trechos da música “Sampa” de Caetano Veloso.

A ausência de petistas foi assunto nas rodas de conversa. Os únicos integrantes do partido que participaram da cerimônia foram os vereadores José Américo e Antonio Donato, presidente do diretório municipal, e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

“É uma presença pequena mas qualificada”, brincou José Américo. Dilma tem sido alvo de reclamações de petistas por não consultar o partido na escolha de nomes importantes do governo como a nova presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster.

O incômodo silêncio da oposição

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Por Marco Antonio Villa

O silêncio da oposição incomoda. Desde 1945 – incluindo o período do regime militar – nunca tivemos uma oposição tão minúscula e inoperante. Vivemos numa grande Coreia do Norte com louvações cotidianas à dirigente máxima do país e em clima de unanimidade ditatorial. A oposição desapareceu do mapa. E o seu principal partido, o PSDB, resolveu inventar uma nova forma de fazer política: a oposição invisível.   A fragilidade da ação oposicionista não pode ser atribuída à excelência da gestão governamental. Muito pelo contrário. O país encerrou o ano com a inflação em alta, a queda do crescimento econômico, o aprofundamento do perfil neocolonial das nossas exportações e com todas as obras do PAC atrasadas. E pior: o governo ficou marcado por graves acusações de corrupção que envolveram mais de meia dúzia de ministros. Falando em ministros, estes formaram uma das piores equipes da história do Brasil. A quase totalidade se destacou, infelizmente, pela incompetência e desconhecimento das suas atribuições ministeriais.   Mesmo assim, a oposição se manteve omissa. No Congresso Nacional, excetuando meia dúzia de vozes, o que se viu foi o absoluto silêncio. Deu até a impressão que as denúncias de corrupção incomodaram os próceres da oposição, que estavam mais preocupados em defender seus interesses paroquiais. Um bom (e triste) exemplo é o do presidente (sim, presidente) do PSDB, o deputado Sérgio Guerra. O principal representante do maior partido da oposição foi ao Palácio do Planalto. Numa democracia de verdade, lá seria recebido e ouvido como líder oposicionista. Mas no Brasil tudo é muito diferente. Demonstrando a pobreza ideológica que vivemos, Guerra lá compareceu como um simples parlamentar, de chapéu na mão, querendo a liberação de emendas que favoreciam suas bases eleitorais.   Em 2011 ficou a impressão que os 44 milhões de votos recebidos pelo candidato oposicionista incomodam (e muito) a direção do PSDB. Afinal, estes eleitores manifestaram seu desacordo com o projeto petista de poder, apesar de todo o rolo compressor oficial. Mas foram logrados. O partido é um caso de exotismo: tem receio do debate político. Agora proclama aos quatro ventos que a oposição que realiza é silenciosa, nos bastidores, no estilo mineiro. Nada mais falso. Basta recordar o período 1945-1964 e a ação dos mineiros Adauto Lúcio Cardoso ou Afonso Arinos, exemplos de combativos parlamentares oposicionistas.   E pior: o partido está isolado, fruto da paralisia e da recusa de realizar uma ação oposicionista. Desta forma foi se afastando dos seus aliados tradicionais. É uma estratégia suicida e que acaba fortalecendo ainda mais a base governamental, que domina amplamente o Congresso Nacional e que deve vencer, neste ano, folgadamente as eleições nas principais cidades do país.   O mais grave é que o abandono do debate leva à despolitização da política. Hoje vivemos – e a oposição é a principal responsável – o pior momento da história republicana. O governo faz o que quer. Administra – e muito mal – o país sem ter qualquer projeto a não ser a perpetuação no poder. Com as reformas realizadas na última década do século XX foram criadas as condições para o crescimento dos últimos dez anos. Mas este processo está se esgotando e os sinais são visíveis. Não temos política industrial, agrícola, científica. Nada.   Este panorama é agravado pelo sufrágio universal sem política. Temos eleições regulares a cada dois anos. Foi uma conquista. Porém, a despolitização do processo eleitoral acentuado a cada pleito é inegável. Para a maior parte dos eleitores, a eleição está virando um compromisso enfadonho. Enfadonho porque vai perdendo sentido. Para que eleição, se todos são iguais? O eleitor tem toda razão. Pois quem tem de se diferenciar são os opositores.   Ser oposição tem um custo. O parlamentar oposicionista tem de convencer o seu eleitor, por exemplo, que os recursos orçamentários não são do governo, independente de qual seja. Orçamento votado é para ser cumprido, e não servir de instrumento do Executivo para coagir o Legislativo. Quando o presidente do principal partido de oposição vai ao Palácio do Planalto pedir humildemente a liberação de um recurso orçamentário, está legitimando este processo perverso e antidemocrático – inexistente nas grandes democracias. Deveria fazer justamente o inverso: exigir, denunciar e, se necessário, mobilizar a população da sua região que seria beneficiada por este recurso. Mas aí é que mora o problema: teria de fazer política, no sentido clássico.   Já do lado do governo, qualquer ação administrativa está estreitamente vinculada à manutenção no poder. Não há qualquer preocupação com a eficiência de um projeto. A conta é sempre eleitoral, se vai dar algum dividendo político. A transposição das águas do Rio São Francisco é um exemplo. Apesar de desaconselhado pelos estudiosos, o governo fez de tudo para iniciar a obra justamente em um ano eleitoral (2010). Gastou mais de um bilhão. Um ano depois, a obra está abandonada. Ruim? Não para o petismo. A candidata oficial ganhou em todos os nove estados da região e na área por onde a obra estava sendo realizada chegou a receber, no segundo turno, 95% dos votos, coisa que nem Benito Mussolini conseguiu nos seus plebiscitos na Itália fascista.   Se continuar com esta estratégia, a oposição caminha para a extinção. O mais curioso é que tem milhões de eleitores que discordam do projeto petista. Mais uma vez o Brasil desafia a teoria política.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Novo ministro da Ciência e Tecnologia agrada cientistas

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A posse do novo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, que substitui o petista Aloizio Mercadante, agradou a comunidade científica brasileira. Formado em física e com PhD em matemática, o até então presidente da Agência Espacial conhece bem a área e, segundo especialistas ouvidos pelo Terra, deve impulsionar os investimentos em pesquisa no Brasil.

Para o astronauta Marcos Pontes, único brasileiro a participar de uma missão no espaço, a posse de Raupp representa a valorização da capacidade técnica, frente a pressões políticas. “Ajuda o fato de não ser de nenhum partido. Raupp é uma pessoa de muito conhecimento, sabe todas as necessidades da área porque vive a ciência e tecnologia desde o começo da carreira”, afirma. O astronauta ainda lembra a necessidade de se investir mais na área, que teve verbas cortadas pela presidente Dilma no ajuste das finanças em 2011.

“Quando falamos sobre um programa de ciência e tecnologia, estamos nos referindo a um planejamento que ultrapassa um mandato, isso leva 15, 20 anos. Precisa de investimento e trabalho constantes, com estruturação das instituições e empenho político para que as propostas não sejam abandonadas. Raupp é um profundo conhecedor dessa área e de suas necessidades, espero que com um técnico com visão sistemática, possamos conquistar o avanço necessário, sem interrupções e corte dos recursos”. Pontes, que espera participar de uma nova missão ao espaço, ainda acredita que a posse do então presidente da Agência Espacial seja um novo marco para as pesquisas brasileiras na gravidade zero. “Estou preparado para participar de uma nova missão e espero que o novo ministro incentive isso”.

Além das pesquisas no espaço, a posse de Raupp também é vista com bom olhos para estimular outros grandes projetos brasileiros. Em nota, a Sociedade Brasileira de Física (SBF) disse que espera que a chegada do novo ministro possibilite a retomada dos programas de pesquisa e de cooperação internacional, alinhavados durante o governo Lula. Entre eles, a entidade cita a entrada do Brasil no consórcio de países participantes do CERN, o centro europeu de física nuclear que abriga o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC.

“Tenho certeza de que ele (Raupp) estará empenhado em alinhar a posição científica do Brasil com a posição econômica, a única forma de mantermos sustentavelmente nossa atual condição de uma das maiores economias do planeta e, ao mesmo tempo, gerar maior bem estar para nossa população”, diz Celso de Melo, presidente da Sociedade Brasileira de Física.

Já a professora Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), disse nesta terça-feira que quer parabenizar a presidente Dilma Rousseff pela escolha do novo ministro. “Raupp é excelente gestor, que tem uma visão global do Brasil e que apresenta um perfil científico e tecnológico fundamental para este cargo”, afirma.

Desafios
 
Para a presidente da SBPC, o maior desafio do novo ministro será recuperar os investimentos perdidos com o contingenciamento dos gastos no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff. “Todo mundo se sentiu orgulhoso ao ver que o Brasil ultrapassou a Inglaterra no ranking das maiores economias mundiais, mas é preciso tomar consciência de que o verdadeiro desenvolvimento não se conquista sem educação e ciência. Raupp terá o desafio de mostrar isso”, diz Helena Nader ao destacar que sem dinheiro não é possível conquistar o nível de crescimento científico que o País necessita.

Ela ainda lembra que a proposta encampada por Mercadante, quando assumiu o ministério, de destinar um percentual das riquezas do Pré-Sal para a ciência e a inovação é uma ideia proposta por Raupp desde 2009, quando comandava a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. “Temos certeza que ele vai levar isso adiante e vai pressionar os parlamentares sobre a importância de se destinar os recursos para a ciência e também para a educação”.

Trajetória de Raupp
 
Graduado em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marco Antonio Raupp é PhD em matemática pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Também foi professor da Universidade de Brasília (UnB).

O novo ministro trabalhou como diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), diretor-geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). Além disso, foi presidente da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Seu último posto foi como presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Fonte: vermelho.org.br

 

Kassab está no fim da fila para alianças com o PT, diz Haddad

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fonte: votebrasil.com

É um fato novo (a proposta de aliança), mas está circunscrito a uma possibilidade remota. Em função de que os movimentos que os partidos estão fazendo não conduzem a essa direção…

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou hoje que o prefeito Gilberto Kassab e o seu partido, o PSD, estão ‘no fim da fila’ na lista de legendas que buscam fazer aliança com o PT para disputar a Prefeitura de São Paulo.

É um fato novo (a proposta de aliança), mas está circunscrito a uma possibilidade remota. Em função de que os movimentos que os partidos estão fazendo não conduzem a essa direção”, disse Haddad em entrevista exclusiva ao iG.

Segundo Haddad, ele e o presidente municipal do PT paulistano, Antonio Donato, decidiram que a discussão do programa de governo irá anteceder a formação da chapa. “E vamos dialogar com os partidos que estão próximos da gente”, afirmou, em referências a siglas históricas com o PCdoB e outros que apoiam o governo da presidenta Dilma Rousseff no Congresso.

Questionado diretamente se Kassab estava no fim da fila, Haddad ironizou. “Mas ele (Kassab) também não nos colocou no fim da fila?”. O ministro, que será substituído por Aloízio Mercadante (PT-SP), disse que apoio de Kassab a PT depende ainda das negociações com o PSDB.

A proposta de aliança entre o PT e o PSD foi feita há duas semanas. Kassab encontrou-se com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ofereceu um nome do seu partido para ocupar a vaga de vice na chapa a ser encabeçada por Haddad. O ministro é cético sobre o acordo.

“A gente tem de discutir o que está acontecendo. Não uma eventualidade. Houve um gesto de aproximação, que é real. Mas esse gesto tem tantos condicionantes, que é o PSDB não lançar o (José) Serra, o PSDB se recusar apoiar o candidato do prefeito (Afif Domingos)”, disse

Ainda na entrevista, Haddad hesitou em responder o que achava pessoalmente do atual prefeito: “Eu…(demora 15 segundos)… É difícil colocar as coisas nesses termos porque, na verdade, existe uma perspectiva histórica. Eu fiz parte de três governos: governo Marta, governo Lula e governo Dilma.”

Kassab chegou à Prefeitura de São Paulo depois de ser vice de José Serra (PSDB), em 2004. Antes, o prefeito paulistano foi deputado federal pelo PFL (atual DEM) e atuou como secretário do prefeito Celso Pitta, lançado na vida pública por Paulo Maluf (PP).

 Gabriel Chalita

Haddad elogiou seu virtual adversário Gabriel Chalita, deputado federal e pré-candidato a prefeito pelo PMDB. “Tenho uma relação de amizade com o Chalita”, disse. “Como presidente Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), ele teve uma postura correta com o Ministério da Educação”, disse.

Segundo Haddad, Chalita não colocou em questão assuntos partidários no meio das discussões. “Na época ele estava no PSDB. Se fosse outra pessoa que estivesse na presidência do Consed, talvez nós não teríamos conseguido aprovar p Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb)”, afirmou.

Apesar de considerar difícil, Haddad afirmou que ainda vai lutar para ter uma aliança com o PMDB: “Eu gostaria muito de ter o PMDB aliado na chapa. Uma aliança na chapa com os partidos do governo Dilma é muito mais tranquilo para todos nós. Nós procuramos o PMDB e continuamos mantendo conversas”.

 Lula e governo do Estado

Ainda na entrevista, Haddad revelou que a ideia de sair da Educação para disputar um cargo eletivo surgiram em 2009 por meio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele contou que o plano inicial era disputar o governo do Estado de São Paulo, em 2010, e não a prefeitura da capital.

“Presidente me sonda há algum tempo sobre essa possibilidade (disputar cargo público). Desde 2009 ele vem me sondando e, na verdade, eu entendo que eu já estava manifestando desde então o desejo de cuidar da minha vida”, afirmou.

“Havia tido uma conversa em relação ao governo do Estado e depois ele disse ‘olha, vamos retomar’. Eu imaginava que as condições do município eram mais desfavoráveis a uma novidade até do que no Estado. Estranhei e falei: “mas presidente?”, ele disse: “não, há um espaço’”, contou Haddad.

Mercadante diz que Dilma faz “espancamento” de projetos

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Por Mariana Haubert - congressoemfoco.com.br 

Em tom de brincadeira, Mercadante ensina a Raupp como deve trabalhar com Dilma, tida como rigorosa e detalhista com projetos apresentados.
  
Ao tomar posse como ministro da Educação, na tarde desta terça-feira (24), Aloizio Mercadante deu conselhos para o seu sucessor no Ministério da Ciência e Tecnologia, o cientista e técnico Marco Antonio Raupp que exercia o cargo de diretor da Agência Espacial Brasileira. Ele disse que, criteriosa, a presidente Dilma Rousseff costuma receber os projetos dos ministros fazendo “espancamento” das ideias apresentadas.
 
Mercadante afirmou que a presidenta é detalhista. Segundo ele, ao apresentar um projeto, não é aconselhável tentar convencê-la  se Dilma fizer qualquer crítica à proposta. “Queria dar um conselho, Raupp, dos despachos com a presidenta. Toda vez que você levar um projeto, ele vai ser desconstituído”, afirmou Mercadante, que substitui Fernando Haddad, que saiu para disputar a candidatura à prefeitura de São Paulo como candidato do PT.
 
Ao som de risos dos convidados, Mercadante afirmou que Dilma submete os projetos a um “espancamento” para verificar se cada um deles “fica de pé”. “Volte para casa, junte a equipe, trabalhe intensamente e volte a apresentar o projeto”, afirmou. “É exatamente assim. Os ministros sabem que estou dizendo a mais absoluta verdade. E isso é atitude de quem tem compromisso com o gasto público”, disse.
 
Mercadante ressaltou também a importância de convênios entre universidades e empresas, necessários para expandir a pesquisa e a inovação no país. “Ainda é muito reduzido o número de empresas brasileiras que investem na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos ou serviços para o mercado. Sem o investimento em pesquisa, as empresas brasileiras não inovam, perdem competitividade e correm o risco de serem engolidas ou trucidadas pelas concorrentes de outros países”, disse.
 
Para Mercadante, o papel das universidades deve ser a “formação de profissionais qualificados para atender às diversas demandas da sociedade, acompanhada da realização de pesquisa científica”. No entanto, para ele, os institutos de pesquisa “são o ente mais apropriado para fazer a intermediação do conhecimento científico com o sistema produtivo”.
 
Eficiência
 
Raupp respondeu a Mercadante destacando o que chamou de “eficiência gerencial” aplicada por Dilma. “Eu agora estou comprovando tudo isso. A exigência de otimização, otimização dos recursos, é uma tônica no comportamento dela [Dilma]“, disse. Ele afirmou ser “fã” da presidenta. “Nestes últimos dias, participei de várias reuniões ministeriais e fiquei impressionado com sua forma de trabalhar e buscar resultados efetivos. Eu já era seu fã, agora sou mais ainda”, disse Raupp.
 
Para novo ministro, um dos principais objetivos do MCT será promover pesquisa científica em universidades e institutos. Ele falou também sobre o programa espacial brasileiro, que desenvolve projetos de lançamento de satélites em parceria com a China. Raupp classificou a pasta como parte de “um eixo estruturante do desenvolvimento”. “Não venho aqui para inventar a roda. Meu dever é fazer a roda girar em ritmo acelerado.”
 
A proposta de casamento entre o MCT e o Ministério da Educação, feita por Dilma, já foi entendida por Raupp. Ele garantiu que trabalhará em conjunto com Mercadante. “Mercadante e eu vamos continuar juntos. A educação é a fonte de todo o sistema de ciência e tecnologia, o eixo estruturante do desenvolvimento. Sem educação não há saída, é uma lei universal. Aqui ou em qualquer lugar do planeta.”

Eleições 2012: artistas ganharão mais espaço

domingo, 22 de janeiro de 2012

As eleições de 2010 chamaram a atenção pelo grande número de artistas, atletas e outras personalidades que conseguiram se eleger para a Câmara dos Deputados ou assembleias legislativas país afora. Os nomes mais emblemáticos foram o do ex-jogador de futebol Romário, do ex-pugilista Popó e do humorista Tiririca.

Para as eleições municipais, as celebridades devem ganhar cada vez mais espaço, na opinião de analistas políticos.

O fenômeno não é novo: desde a redemocratização, famosos conseguem vagas para cargos no Legislativo municipal, estadual e federal. Mas os especialistas ouvidos pelo Portal da Band apontam uma tendência forte de crescimento, que deve se fortalecer este ano.

“Sem dúvida, esta é uma nova tendência da política nacional. E vai crescer ainda mais em 2012”, avalia Flávio Britto, especialista em direito eleitoral pela Escola Judiciária do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os artistas trazem muitas vantagens para os partidos e por isso essa participação vai aumentar”.

Quem também partilha desta opinião é o especialista em direito constitucional do Instituto Millenium, João Antonio Wiegerinck. “Existe uma tendência de cada vez mais celebridades se elegerem, em detrimento dos políticos já conhecidos”, afirma.

Causas

Inicialmente, os partidos convidavam pessoas conhecidas do meio artístico e esportivo para trazer mais votos de legenda e, desta forma, aumentar o número de eleitos de um partido ou coligação. No entanto, esses candidatos passaram a ganhar mais votos do que o esperado e tomando espaço dos políticos tradicionais.

Para Britto, esse fenômeno é fruto do desencanto da população. “Por outro lado, ele vê aquele artista lançando a candidatura e acaba atribuindo um voto emocional”. A exposição na mídia também colabora. “Eles sempre são mais populares do que os políticos no imaginário da população”.

Wiegerinck aponta outro fator que colabora para a atração de votos. “Quando um assunto sério se transforma em show, fica mais fácil e mais agradável para o povo digerir”.

O especialista também cita o desencanto com a classe política: “Existe um descrédito em relação à etica e honestidade dos políticos com tradição eleitoreira”.

Vantagens para os partidos

Os analistas apontam que, mesmo tomando vagas destinadas aos políticos de carreira, os artistas trazem mais vantagens do que prejuízos aos partidos.

Britto lembra que um partido que conta com muitos artistas e ex-atletas, na sua lista de candidatos, tem vantagens financeiras. “Ter alguém famoso pode fazer a legenda arrecadar mais, ou ainda gastar menos com propaganda, já que esta celebridade é bastante conhecida”.

Ele também lembra que, nas eleições deste ano, um candidato famoso pode puxar muitos vereadores de um mesmo partido. “Veja o caso do Tiririca: ele puxou cinco deputados, e o partido investiu bem menos. Sem o Tiririca, talvez o PR gastasse milhões sem a garantia de que eles seriam eleitos”.

Conscientização

Wiegerinck acredita em um efeito irônico na eleição de alguns artistas. Embora eles sejam eleitos por um desinteresse político da população, os “famosos” acabam expondo as falhas do sistema político-administrativo do país.

“Por exemplo, quando o Tiririca foi eleito, ele fez um comercial dizendo que na Câmara ninguém fazia nada”, explica. “Apesar de ser vergonhoso um país eleger esse tipo de candidato, é justamente ele quem traz à tona fatos obscuros da política”.

Britto, por sua vez, destaca que muitas celebridades não conseguem manter a carreira política. “Sem qualificação técnica e sem uma boa coordenação de assessoria, eles acabam se tornando políticos de um único mandato”.

Fonte: votebrasil.com

Planalto turbina o Minha Casa, Minha Vida de olho nas eleições de 2014

domingo, 22 de janeiro de 2012

Fonte: votebrasil.com

Com a percepção de que o Bolsa Família e o Brasil sem Miséria já estão consolidados perante o eleitorado, o Planalto quer transformar o Minha Casa, Minha Vida no grande capital político para as eleições de 2014.

O programa Minha Casa, Minha Vida 2, que promete entregar 2 milhões de casas até 2014, começa a transformar-se no principal projeto da presidente Dilma Rousseff.

Amanhã, durante a reunião ministerial para discutir as ações do governo em 2012, a presidente avisará que pretende priorizar a construção de unidades habitacionais para a faixa de renda de até R$ 1,6 mil, que abrange 60% da meta estipulada (1,2 milhão de unidades) até o fim do mandato.

Com a percepção de que o Bolsa Família e o Brasil sem Miséria já estão consolidados perante o eleitorado, o Planalto quer transformar o Minha Casa, Minha Vida no grande capital político para as eleições de 2014.

Interlocutores da presidente Dilma Rousseff apressam-se em afirmar que o Executivo não está relegando a luta para tirar da miséria absoluta os 16 milhões de brasileiros que ainda sobrevivem com até R$ 70 mensais.

Mas admitem que a presidente inicia uma nova fase na qual os benefícios para atender aos mais carentes não se resumem à entrega de um cartão com recursos que garantam a sobrevivência mensal: é fundamental garantir uma habitação confortável para viver com dignidade.

A opção por privilegiar a faixa de renda familiar de até R$ 1,6 mil também tem explicação. É nela que os subsídios do governo são integrais. A partir desse nível, as famílias têm mais condições de obter financiamentos perante as instituições bancárias. Na faixa 3, por exemplo, de R$ 3,1 mil a R$ 5 mil, a presença do governo nas negociações é quase residual.

O governo promoveu algumas mudanças administrativas para tornar o processo mais ágil. Esvaziou, por exemplo, a participação do Ministério das Cidades, considerado pela presidente Dilma Rousseff, neste primeiro ano, ineficiente do ponto de vista de execução de programas.

A concentração das ações está mais diretamente ligada à Caixa Econômica Federal, que firma os contratos com os futuros proprietários. “Nós temos um papel mais operacional, estamos na ponta. Mas isso não significa que sejamos mais importantes do que outros atores envolvidos no processo”, esquivou-se o vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, José Urbano Duarte.

Dilma também tem com o Minha Casa, Minha Vida o mesmo cuidado que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha em relação ao Bolsa Família. Lula costumava visitar os beneficiários do programa, perguntar como eles estavam, quais as carências e quais as necessidades de mudanças.

Com seu olhar de gestora, Dilma visita as obras e questiona engenheiros e arquitetos envolvidos nos projetos. “Essa porta está no lugar certo? E essa janela? Vocês acham que um cômodo deste tamanho oferece algum nível de dignidade?”, pressiona ela, segundo relato de pessoas que já acompanharam as vistorias.

Urbano acredita que o incremento dado pelo governo Dilma — o projeto permaneceu praticamente estagnado nos dois últimos anos de governo Lula — também tem ligação com o aperfeiçoamento das instituições.

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, preparou-se para as exigências da presidente: contratou 1,5 mil arquitetos e engenheiros para acelerar as obras — 226 deles começarão os treinamentos a partir desta segunda-feira.

E abriu novas unidades operacionais em pontos distantes, como Marabá (PA), Barreiras (BA) e Montes Claros (MG), para que as demandas sobre o projeto possam ser resolvidas com mais agilidade.

1,2 milhão

Total de unidades destinadas à famílias com renda de até R$ 1,6 mil previstas para serem entregues até 2014

Datafolha: aprovação de Dilma supera Lula, FHC, Itamar e Collor

domingo, 22 de janeiro de 2012

Por Fábio Góis – congressoemfoco.com.br

A pupila superou o mestre. Ao fim de seu primeiro ano de mandato, a presidenta Dilma Rousseff obteve aprovação recorde entre cidadãos entrevistados na mais recente pesquisa Datafolha, realizada na última semana. Segundo o instituto, 59% dos brasileiros consultados avaliaram como ótima ou boa a gestão Dilma nos primeiros 12 meses, 10 pontos percentuais a mais do que o registro feito há seis meses pelo Datafolha. Trata-se de um índice de aprovação que supera o primeiro ano de governo de todos os presidentes que antecederam Dilma desde 1989, retorno das eleições diretas. Inclusive Lula, o “eleitor” número um da presidenta.
 
No primeiro ano do primeiro mandato (2003-2006), Lula chegou a 42% de aprovação. No primeiro ano do segundo mandato (2007-2010), esse percentual foi de 50%. Já seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), obteve aprovação, respectivamente, de 41% e 16%. Ao fim do primeiro ano de mandato, Fernando Collor chegou a 23% de aprovação, enquanto seu sucessor e vice, Itamar Franco, registrou 12% de avaliação positiva.
 
Segundo o Datafolha, a nota média do governo Dilma até agora é 7,2%. Mesmo diante da crise ministerial que transcorreu boa parte de 2011, com seis ministros demitidos depois de suspeitas de corrupção, Dilma mantém um patamar de rejeição relativamente baixo em relação aos demais mandatários. Em tendência decrescente, 33% consideram regular a gestão Dilma no primeiro ano, enquanto 6% a consideram ruim ou péssima – 5% a menos do que o total registrados em agosto.
 
A imagem pessoal da presidenta também está em viés de alta. Para 72% dos cidadãos entrevistados, Dilma é considerada “decidida”. Outros 80% a consideram “muito inteligente, enquanto 70% a classificam como “sincera”. A avaliação positiva de Dilma aumentou entre homens (56% de aprovação) e mulheres (62%) de todas as faixas etárias, em qualquer nível de renda familiar, e de todos os graus de escolaridade.
 
A aprovação majoritária do governo Dilma, segundo o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, pode ser explicada pela percepção da população sobre os indicadores da economia nos últimos meses, mesmo diante do cenário de crise internacional no setor. Também favorece Dilma, segundo o especialista, o fato de Dilma ter demonstrado firmeza diante de contextos negativos e ter tomado decisões com rapidez, sem hesitar em demitir suspeitos de praticar “malfeitos”, como ela gosta de se referir à corrupção.
 
O Datafolha entrevistou 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Piada com Serra em twitter oficial gera demissão na Presidência

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Fonte: votebrasil.com

‘Com a volta da Luíza, quem tá indo para o Canadá é o Serra…’, dizia texto. Mensagem posterior pediu desculpas ‘pela publicação não autorizada’.

O perfil do setor de imprensa da Presidência da República no microblog Twitter (@imprensaPR) publicou nesta quinta (19) uma piada que resultou em um pedido público de desculpas e na exoneração do funcionário responsável pela mensagem.

“Com a volta da Luiza, quem tá indo para o Canadá é o Serra…”, dizia a mensagem, que foi retirada do ar.

A frase foi formulada com base em um texto publicado originalmente na seção de humor do site da revista “Piauí”. Trata-se de uma falsa notícia, dizendo que o candidato derrotado à Presidência José Serra (PSDB) iria para o Canadá depois de desistir de disputar a Prefeitura de São Paulo.

O texto da “Piauí” e o post do twitter da Presidência fazem referência à frase “Menos Luíza, que está no Canadá”, dita pelo colunista social Gerardo Rabello, durante a propaganda de um lançamento imobiliário em João Pessoa, que virou hit na internet. A estudante Luíza Rabello, filha do colunista, estava no Canadá havia seis meses para intercâmbio e voltou nesta semana ao Brasil.

 Desculpas

Posteriormente, uma outra mensagem no twitter oficial do setor de imprensa da Presidência informou o seguinte:

“Pedimos desculpas a todos pela publicação não autorizada, hoje, neste perfil, do retuíte indevido de um site humorístico.”

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social, o funcionário confundiu o twitter pessoal com o da Presidência ao publicar a mensagem e decidiu pedir demissão. No início da noite, poucas horas após o episódio, o perfil de imprensa da Presidência no Twitter era o quarto mais acessado no país.

À noite, Serra, também via twitter, aceitou o pedido de desculpas e disse que a piada não era motivo para a exoneração do servidor. “Aceito a desculpa pelo que aconteceu com o twitter do Planalto. O autor reconheceu o erro e não há motivo para demiti-lo. Assunto encerrado”, escreveu Serra, em seu perfil no Twitter.

 Outros casos

Não foi a primeira vez que perfis institucionais da República publicaram piadas e geraram mal estar entre as autoridades.

Em fevereiro do ano passado, a conta oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) publicou uma piada sobre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A mensagem dizia o seguinte: “Ouvi por aí: ‘agora que o Ronaldo se aposentou, quando será que o Sarney vai resolver pendurar as chuteiras?”. O STF se desculpou com Sarney, que pediu que a estagiária responsável não fosse punida.

Em março, após a morte do ex-vice-presidente José Alencar, o perfil da Secretaria de Cultura do estado de São Paulo tuitou a frase “PQ foi o José Alencar e não o #Sarney?”. Novamente, o funcionário pensou estar usando o perfil pessoal. A secretaria pediu desculpas e se lamentou pelo engano.

 Mensagem citava falsa notícia de que, após desistir da disputa em São Paulo, José Serra iria para o Canadá.

Novo ministro da Ciência e Tecnologia não tem ligação política

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

 

Sem filiação partidária ou qualquer ligação familiar com o senador Valdir Raupp (PMDB-RR), o matemático gaúcho Marco Antonio Raupp,74 anos, foi anunciado hoje ministro da Ciência e Tecnologia. Pesou a seu favor o fato de ser um “nome técnico”, como quis a presidenta Dilma Rousseff. Afinal de contas, ela também destacou-se mais por ser técnica do que política.
Esse perfil mais técnico do Ministério foi adquirido ao longo do ano passado, quando Dilma viu-se obrigada a promover mudanças após denúncias contra seus principais auxiliares. Isso ocorreu logo na primeira alteração, quando trocou Antonio Palocci por Gleisi Hoffmann na Casa Civil.
Apesar de ter sido eleita senadora pelo PT do Paraná, Gleisi recebeu a ordem de se concentrar na gestão do governo. A pasta dos Transportes também teve uma situação similiar, com a promoção do então secretário-executivo Paulo Sérgio Passos no lugar de Alfredo Nascimento, senador pelo PR-AM.
Raupp superou concorrentes como a senadora Marta Suplicy (PT-SP) e o deputado federal Newton Lima (PT-SP). Ele contou com o apoio do então ministro da pasta da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante (PT-SP), que foi descolocado para a Educação no lugar de Fernando Haddad. Este deixa Brasília na terça-feira para se dedicar à campanha municipal. Haddad é o candidato do PT à prefeitura paulistana.
Currículo
O novo ministro da Ciência e Tecnologia tem currículo invejável. É presidente da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC), entidade fundada no fim dos anos 1940 com a finalidade de discutir e reunir o pensamento científico no Brasil.
No governo Dilma, Raupp ocupava o posto de presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), fundada em 1994 com a atribuição de formular a política espacial brasileira. Trata-se de uma autarquia vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
Raupp é doutor pela Universidade Chicago, título conquistado há 40 anos. Ele já foi pesquisador titular do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), professor na Universidade de Brasília (UnB) e professor associado no Instituto de Matemática e Estatística da USP. O novo ministro também foi presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Fonte: votebrasil.com

Líder do PSDB se coloca como alternativa para 2014

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

 

Por Fábio Góis – congressoemfoco.com.br

Em entrevista, Alvaro Dias defende a realização de prévias partidárias, diz-se disposto a encarar a corrida presidencial e espera a unidade no ninho tucano com o fim da imposição dos nomes de Aécio Neves e José Serra

Em 1989, o atual líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disputou com Ulysses Guimarães a indicação do PMDB, seu ex-partido, para a Presidência da República. Mas, além do prestígio do “doutor Constituinte”, Dias ainda teria de enfrentar os presidenciáveis peemedebistas Íris Rezende e Waldyr Pires. Sem respaldo da maioria, o então governador do Paraná (1986-1989) saiu do páreo. Vinte e três anos depois, o tucano volta a colocar seu nome como possível candidato à presidência. A intenção é fazer o partido sair da polarização entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de São Paulo José Serra.
 
“Imposição da cúpula desestimula militância”
 
Para Alvaro Dias, a imposição dos nomes de Aécio e Serra atrapalha a “unidade partidária”. Por isso, defende a realização de prévias partidárias para a escolha do novo candidato. Nas últimas eleições presidenciais, os candidatos tucanos foram escolhidos por um pequeno grupo, composto em sua maioria por partidários paulistas. Uma vez chamado, o senador garante que encara nova disputa. “Não podemos fugir a esta responsabilidade. O PSDB tem uma enorme responsabilidade, que é apresentar uma proposta alternativa de poder para o país. Uma proposta consequente, inteligente, responsável, mas que signifique mudança desta realidade”, afirmou o tucano, em entrevista gravada pelo jornalista José Maria Trindade, da Rádio Jovem Pan, na última quinta-feira (12). Para ele, é o partido quem deve estimular o debate.
 
“O melhor ambiente para a proposta do debate é a realização de eleições primárias. Assim, todos os postulantes, de perfis diversos, poderão colocar seus nomes para que o debate ocorra. Nós vamos revitalizar o partido, conferindo a ele uma maior organização, com filiações em massa. Nós vamos, certamente, construir uma unidade – porque quem participa de um processo democrático não tem autoridade moral e política para ser dissidente”, acrescentou Dias.

DEM e PMDB preparam parcerias em pelo menos três capitais

sábado, 14 de janeiro de 2012

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Brasília – Diante do temor de o DEM ser riscado do cenário político nas próximas eleições municipais, integrantes do partido veem no PMDB, um dos principais partido da base aliada do governo Dilma Rousseff, uma boia de salva-vidas para conseguir sobreviver após o próximo pleito.

As conversas entre o presidente nacional do DEM, José Agripino Maia (RN), e o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), são cada vez mais frequentes no sentido de transformar o namoro em um casamento na maioria das capitais do país.

Apesar dessa aproximação, a possibilidade de fusão ou mesmo do embarque do partido de oposição na base aliada do atual governo são descartadas pelos caciques do DEM.

O diálogo entre Temer e Agripino, no entanto, é uma questão de conveniência política e vem a reboque da movimentação do PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e do PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também considerados peças de relevância no tabuleiro eleitoral de outubro e de 2014.

Ao ver o posto de protagonista da base do governo ameaçado, o PMDB estendeu a mão para um DEM que perdeu vários quadros no Congresso para o recém-casado PSD e que ainda não conseguiu avaliar o impacto nos municípios.

“Para ser sincero, essa aliança também é uma questão de sobrevivência”, ressaltou o deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM), cotado para ser líder da bancada na Câmara neste ano. Avelino também é pré-candidato à prefeitura de Manaus.

“As conversas estão ocorrendo. E vamos sair juntos em várias capitais. O PMDB vê com simpatia essa aproximação”, disse ao Estado de Minas o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).

Segundo ele, um novo encontro com o Agripino Maia deve ocorrer até o fim do mês. “Essa movimentação do Kassab com o PSB de Eduardo Campos de certa forma levou o PMDB a olhar para o lado e ver o DEM como um parceiro”, avaliou Pauderney Avelino.

“Sinal verde”

Um movimento estratégico entre os dois partidos ocorreu no início da semana quando o presidente municipal do DEM em São Paulo, Alexandre Moraes, selou um acordo para sair como vice na chapa do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB), na disputa para a prefeitura da capital paulista. Chalita é a aposta de Temer para preencher um espaço deixado pelo ex-governador Orestes Quércia, que morreu em dezembro de 2010.

O acordo só não será concretizado caso o ex-governador José Serra (PSDB) resolva de última hora sair como candidato. Se isso ocorrer, os demistas embarcariam na campanha do tucano.

A aliança no principal colégio eleitoral do país deve servir de “sinal verde” para os demais estados. “As mexidas em âmbito nacional também criam reflexos nos estados. Um diálogo com o PMDB Nacional facilita para nós nos municípios”, comentou o deputado federal Mendonça Filho (PE), integrante da Executiva do DEM.

O parlamentar tenta chegar a um acordo com o PMDB para sair na cabeça de chapa à Prefeitura de Recife. As conversas também envolvem o PSDB e o PPS. Este último defende a candidatura do ex-deputado Raul Jungmann.

Além de Recife e Manaus, as conversas entre os dois partidos estão bem avançadas em Salvador, onde o atual líder do DEM na Câmara, ACM Neto, deve fechar aliança com o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima. O nome mais cotado para a disputa municipal é o do peemedebista Mário Kértesz.

Em contrapartida, ACM Neto receberia apoio para disputar o governo estadual em 2014. Fortaleza também está na lista de possíveis alianças entre os dois partidos, onde há conversas com o PSDB e com o deputado federal Danilo Fortes (PMDB). Esse cenário de “tríplice aliança” (PMDB-DEM-PSDB) se repete ainda em Natal (RN) e Florianópolis (SC).

Fonte: votebrasil.com

Congresso dá quase R$ 1 bilhão para instituições sem fins lucrativos

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

Em 2012, as instituições privadas sem fins lucrativos incluídas na “modalidade 50” de transferência de recursos devem receber R$ 3,4 bilhões. Quando o projeto de lei do orçamento para este ano chegou ao Congresso Nacional, a previsão era que R$ 2,5 bilhões fossem destinados para essas entidades. Contudo, incluídas as emendas parlamentares, o valor recebeu acréscimo de R$ 967,3 milhões. A proposta final do orçamento para 2012 ainda aguarda a aprovação da presidente Dilma Rousseff.

O repasse de verbas da “modalidade 50” envolve Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip’s), fundações, partidos políticos e entidades similares, além das Organizações Não Governamentais (ONGs), que foram personagem principal nas diversas denúncias que assolaram a Esplanada dos Ministérios no ano passado.   O aumento dos repasses surpreende sobretudo pelo valor. No Orçamento de 2011, o aumento de verbas aprovado pelo Congresso para as ONGs foi de R$ 25 milhões. No de 2012, o volume é 38 vezes maior: R$ 967,3 milhões.

O órgão que mais recebeu acréscimos de recursos na passagem do orçamento pelo Senado Federal e Câmara dos Deputados foi o Ministério da Saúde, que do orçamento de R$ 506,5 milhões passou para R$ 1,2 bilhão. A Justiça Eleitoral ficou em segundo lugar neste quesito, tendo a previsão de verbas elevadas de R$ 224,7 milhões para R$ 324,7 milhões. Na terceira colocação está o Ministério do Trabalho e Emprego, que receberá R$ 187,3 milhões em recursos, aumento de R$ 49,4 milhões do previstos inicialmente. (veja documento)   Em 2011, as entidades sem fins lucrativos receberam R$ 2,8 bilhões. No período de 2005 a 2011, o repasse para essas instituições chegou à cifra de R$ 19,8 bilhões. O ano que bateu recorde de pagamentos na modalidade foi 2010, quando R$ 3,1 bilhões foram pagos. Se, em 2012, toda a verba prevista para transferências a entidades privadas sem fins lucrativos for utilizada, será a maior dos últimos oito anos. (veja tabela)   A queda nos recursos para a modalidade, verificada entre os anos de 2010 e 2011 tem explicação simples. Devido aos diversos escândalos envolvendo convênios com ONGs, a presidente Dilma Rousseff editou Decreto que suspendeu por um mês o repasse para entidades sem fins lucrativos, com exceções. A medida começou a valer no dia 31 de outubro. Além da suspensão dos repasses, o Decreto n. 7.592 estabeleceu que os órgãos e entidades da administração pública federal deveriam avaliar a regularidade da execução dos convênios, contratos de repasses e termos de parceria, firmados com entidades sem fins lucrativos.

No final de dezembro, em reunião no Palácio do Planalto, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, afirmou que o grupo de entidades em que foram identificadas irregularidades terá até o dia 29 de janeiro para corrigir as falhas, caso contrário perderão contratos e convênios com o governo federal.

No Decreto, Dilma preservou do bloqueio contratos ligados a programas de proteção a testemunhas, serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios com histórico idôneo de pelo menos cinco anos. Contudo, a medida não atingiu convênios que já tiveram o dinheiro liberado e encontram-se com prestação de contas atrasadas ou não-analisadas. Neste sentido, vale ressaltar que os repasses deste âmbito são feitos com instituições de diferentes áreas de atuação, como o setor de saúde, missões evangélicas e católicas, associações beneficentes, defesa do meio ambiente e confederações de trabalhadores.

Mesmo com a necessidade de ser feito chamamento público para a celebração de convênios, a legislação não define com clareza os critérios para aferição da capacidade técnica das instituições. No entanto, é claro o impedimento da celebração de contratos e convênios com entidades sem fins lucrativos que tenham dirigentes vinculados a qualquer dos Três Poderes, bem como seus parentes de até segundo grau.

Atualmente, cerca de 5,3 mil entidades não-governamentais integram o cadastro do Ministério da Justiça. São ONG’s elevadas à categoria de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip’s). O número de organizações cadastradas é ínfimo diante do total de entidades que existem no país: 338 mil, segundo a Associação Brasileira das ONG’s.

Contenção de brechas

No segundo semestre de 2011, a presidente Dilma Rousseff baixou dois decretos tentando conter a série de acusações que diziam respeito a entidades sem fins lucrativos, empresas fantasmas e desvio de dinheiro público. Antes do decreto, a presidente já havia passado aos ministros, em meados de setembro, a responsabilidade de avalizar os contratos, depois de checar se as entidades existiam e não eram alvos de denúncias.

Desde o ano passado, entidades candidatas a receberem recursos do governo precisavam apenas da declaração de funcionamento para o cadastro. Em agosto de 2009, Lula vetou a exigência de apresentação de documentos fiscais emitidos pela Secretaria da Receita Federal para atestar o funcionamento das entidades beneficiárias. O mecanismo foi um convite para o funcionamento de ONG’s de fachada ou criadas pouco tempo antes de receber as verbas.

 

Procurador-Geral da República vê indícios de improbidade contra Bezerra e remete representação à primeira instância

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, considerou que há indícios de improbidade administrativa contra o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, depois de receber representação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) acusando Bezerra de improbidade.

Gurgel remeteu o documento à Procuradoria da República no Distrito Federal (DF) por considerar que o assunto não compete ao procurador-geral e sim à primeira instância do Ministério Público. A procuradoria no DF irá avaliar se move ou não uma ação civil pública contra o ministro por acusações de improbidade administrativa levantadas pelo senador oposicionista.

A representação de Demóstenes Torres acusa Bezerra de três atos irregulares. O primeiro deles é o de ter beneficiado o filho dele, deputado Fernando Coelho, na liberação de emendas parlamentares. A segunda acusação é sobre a permanência do irmão do ministro, Clementino Coelho na presidência interina da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), o que fere a súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, na opinião do senador. A terceira acusação contra Bezerra é a de ter favorecido seu reduto eleitoral, Pernambuco, no repasse de verbas para a prevenção de desastres naturais em detrimento de outros estados que são historicamente atingidos por enchentes.

Demóstenes Torres pede a condenação do ministro por improbidade administrativa, com a consequente perda dos direitos políticos. Além disso, o senador pede que Bezerra seja condenado a pagar multa e indenizar o Estado pelos prejuízos causados com os atos considerados irregulares.

Para se explicar das acusações, o ministro pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que convocasse a comissão representativa do Congresso Nacional durante o recesso parlamentar para ouvi-lo. A reunião da comissão está prevista para amanhã (12) à tarde e, em seguida, o ministro deverá depor para os parlamentares. O Congresso permanece em recesso até o dia 2 de fevereiro.

Edição: Rivadavia Severo

Doação com lucros milionários envolvem família do ministro Bezerra

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Empresas que repassaram R$ 70 mil para a campanha do deputado Fernando Filho fecharam contratos de R$ 98 mi com estatal ligada ao ministério comandado por Bezerra, pai do deputado.

Duas das principais empresas doadoras de campanha do deputado federal Fernando Coelho Filho (PSB-PE) assinaram 14 contratos com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), no valor de R$ 98,6 milhões. Depois de doar R$ 50 mil ao então candidato em 2010, por meio de uma transferência eletrônica registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Flamac Incorporação e Construção ganhou um contrato de R$ 28,9 milhões com a Codevasf, assinado em julho de 2011. No mesmo ano, três aditivos prorrogaram os prazos de um contrato de R$ 12,2 milhões, vigente desde 2009.
Doadora de R$ 20 mil em espécie a Fernando Filho, conforme registro no TSE, a construtora Granville & Bazan tem contratos com a Codevasf que somam R$ 57,4 milhões, assinados entre 2005 e 2011. No ano passado, sete aditivos prorrogaram prazos, adequaram serviços e ampliaram os valores contratados.
O deputado financiado pelas construtoras é filho de Fernando Bezerra Coelho, ministro da Integração Nacional, e sobrinho de Clementino de Souza Coelho, que exerceu a presidência da Codevasf até segunda-feira. Tanto o pai quanto o tio do deputado passaram a comandar respectivamente o Ministério da Integração Nacional e a Codevasf a partir de janeiro de 2011.
Desde então, vêm favorecendo a base eleitoral da família, a região de Petrolina (PE). Parte dos contratos e aditivos com a Flamac e a Granville & Bazan foi assinada por Clementino depois da reeleição de Fernando Filho para a Câmara. Antes de se tornar presidente interino, Clementino já exercia o cargo de diretor de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura da Codevasf desde 2003.
O valor dos contratos com as duas construtoras é 10 vezes maior do que o capital dos empreendimentos. Certidão da Flamac emitida pela Junta Comercial de Pernambuco mostra que a empresa, sediada em Recife, tem um capital de R$ 5 milhões, distribuído entre quatro sócios. Já o capital da Granville & Bazan, com sede em Petrolina e escritório na vizinha Juazeiro (BA), é de R$ 4 milhões, também rateado entre quatro sócios.
Os dois contratos com a Flamac, de R$ 41,1 milhões, se referem à execução de obras de esgoto sanitário nas cidades pernambucanas de Tabira e Araripina. A Granville foi contratada pela Codevasf por R$ 57,4 milhões para operar e manter sistemas de irrigação em Pernambuco e na Bahia.
 Inquérito civil
Um dos projetos de irrigação, o Salitre, em Juazeiro, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal de Petrolina. Por meio da modalidade convite, a Codevasf contratou a Granville para construir uma adutora, recuperar e manter os canais no perímetro Salitre, ao custo de R$ 2,1 milhões.
A investigação do MPF começou depois de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), concluída em 2009. O TCU encontrou superfaturamento na execução dos serviços, obras executadas com licenças vencidas e licitações realizadas de forma indevida.
Nas eleições de 2010, a Granville só fez doações às campanhas de Fernando Filho e de mais três candidatos, entre eles um primo do ministro Fernando Bezerra. A Flamac fez doação apenas para o filho do ministro.
Outra doadora, a Galvão Engenharia, fechou um contrato de R$ 77,9 milhões com o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), subordinado ao Ministério da Integração Nacional, para construir a Barragem Figueiredo no Ceará.
Diretor técnico da Flamac, Edgar Revoredo disse ao Estado de Minas que a doação à campanha de Fernando Filho foi “um processo legal” e que a empresa não foi beneficiada pela Codevasf. “Apresentamos a melhor proposta, dentro de um processo licitatório.”
Sobre as obras de esgoto, o diretor afirmou que dependem de licenças locais e que aditivos “são usuais”. Ele disse não conhecer o ministro Fernando Bezerra. “Sei que ele é de Petrolina.”
O Estado de Minas tentou ouvir os responsáveis pela Granville, mas não houve retorno das ligações. O deputado Fernando Filho também não se pronunciou até o fechamento desta edição.
A assessoria do Ministério da Integração Nacional repassou as perguntas para a Codevasf. A estatal informou que não tem registro de nenhum impedimento legal para a contratação das empresas. “Ambas atendem as exigências editalícias e legais”, informa.
 

Enquanto isso…
…Depoimento para aliados

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, depõe amanhã em um Legislativo esvaziado diante de uma plateia amplamente favorável às suas explicações. A Comissão Representativa do Congresso Nacional tem 24 integrantes, sendo 20 da base de apoio ao governo e apenas quatro filiados a partidos de oposição ao Planalto.
Com pouca força no plenário, os oposicionistas buscaram outros meios para pressionar Bezerra: o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), protocolou ontem na Procuradoria Geral da República um pedido de investigação por improbidade administrativa contra o ministro. Caso a PGR atenda o pedido e Bezerra seja condenado na Justiça, ele poderá ter os seus direitos políticos cassados por oito anos.
“A estratégia do governo é tentar ao máximo esfriar o caso para diminuir o desgaste. Mas enquanto houver chuvas e pessoas morrendo vão continuar aparecendo coisas contra o ministro”, afirmou Demóstenes.

Fonte: votebrasil.com

PMDB se antecipa às eleições municipais de 2012 e apresenta pré-candidatos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

 

De olho nas de eleições municipais deste ano, a cúpula do PMDB fará do primeiro programa da legenda em 2012 um desfile de apresentação dos candidatos do partido às prefeituras.

Os peemedebistas vão ao rádio e à tevê no dia 19 e terão 10 minutos em horário nobre. Logo na abertura, o presidente em exercício do partido, senador Valdir Raupp (RO), dará o tom do programa, convocando a militância para a disputa municipal.

Em seguida devem entrar em cena os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita; do Guarujá, Maria Antonieta; de Belo Horizonte, Leonardo Quintão; de Curitiba, Rafael Greca; de Teresina, Marlon Sampaio; de Boa Vista, Teresa Surita; e de Florianópolis, Gean Loureiro.

Para que haja espaço para todos os pré-candidatos das capitais, caciques como o presidente do Senado, José Sarney (AP), e líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), não foram convocados para gravarem participações. A maior parte do programa será rodado em São Paulo durante esta semana.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ainda não confirmou se vai gravar, mas sua presença não é descartada. Por outro lado, é tida como certa a ausência do pré-candidato à prefeitura de Salvador, Mário Kertesz. Segundo caciques do estado ouvidos pelo Correio, a ausência de Kertesz tem como objetivo não “melindrar” possíveis alianças com outros partidos de oposição ao atual prefeito João Henrique (PP).

O prefeito integra a base aliada do atual governador Jaques Wagner (PT). Até o momento, o PMDB negocia a cabeça de chapa na capital baiana com integrantes do DEM, PSDB, PPS e PR. O líder do DEM na Câmara, ACM Neto, também é cotado para a vaga.

Na última semana, em almoço regado a camarão e peixe, os comandantes locais do PMDB se reuniram com Neto na tentativa de fechar um acordo em torno do nome de Kertesz. Uma decisão deve sair até o final deste mês.

Segurança pública

No programa do PMDB, também haverá espaço para o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que vai ressaltar alguns projetos da área de segurança pública promovidos durante a gestão dele.

Outro cacique que também tocará na questão da segurança é o vice-presidente da República e presidente licenciado do partido, Michel Temer. A previsão é de que ele fale sobre o Plano Nacional de Fronteiras, lançado em meados de 2011 e coordenado atualmente por ele.

O discurso de Michel Temer está previsto para fechar o vídeo. Antes disso, na segunda parte do programa, o PMDB vai abordar um dos temas em voga nos debates de vários setores da sociedade: o meio ambiente.

Foram escalados para falar da atuação do partido na votação do Código Florestal, no Congresso, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e os senadores Eduardo Braga (AM) e Luiz Henrique (SC). Esse último foi relator do código em duas comissões no Senado.

Parte do material do programa também deve ser utilizada nas inserções de rádio e tevê de 30 segundos previstas para irem ao ar no fim de fevereiro.

Foco nas grandes cidades

A estratégia do principal aliado do governo de Dilma é lançar candidatos próprios no maior número de prefeituras possível nas eleições de outubro. O foco são as cidades que têm mais de 200 mil habitantes. Atualmente o partido conta com 1.175 prefeitos, 907 vice-prefeitos e 8.495 vereadores.

A principal aposta do partido, no entanto, é a candidatura do deputado federal Gabriel Chalita para a prefeitura de São Paulo. Chalita é o nome do vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, para ocupar o vazio deixado no estado após a morte do ex-governador Orestes Quércia.

 

Fonte: votebrasil.com