Mundo

Vilarejo rural na Espanha ganha prêmio histórico em loteria

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

 

Todos menos um morador de Sodeto saíram com uma porcentagem do prêmio de US$950 milhões e a sensação vertiginosa de que, em meio à crise, a vida lhes ofereceu uma segunda chance.

Apenas algumas semanas atrás, as 70 famílias de uma aldeia rural isolada no noroeste da Espanha estavam lutando sob o duplo golpe da crise econômica espanhola e dos estragos causados por uma grave seca.   Alguns estavam até pensando em ignorar a enorme loteria de Natal espanhola, conhecida como ”El Gordo”, que é uma espécie de obsessão nacional. Mas eles compraram bilhetes por pura lealdade à associação de moradores da vila, que lucra uma pequena porcentagem na venda de bilhetes.   E então, no dia da escolha do bilhete premiado, seus números começaram a aparecer nas bolinhas brancas.   Todas menos uma família em Sodeto ganharam uma porcentagem do prêmio de US$950 milhões, o maior da história da loteria espanhola. Alguns dos moradores de Sodeto, em sua maioria agricultores e trabalhadores da construção civil desempregados, ganharam milhões. Os menos afortunados saíram com um mínimo de 130 mil dólares – e a sensação vertiginosa de que a vida, em seus caminhos misteriosos,estava dando-lhes uma segunda chance.   Foi uma das raras boas notícias em meio à implacavelmente sombria crise econômica europeia, em que a Espanha tem sido um dos países mais atingidos. Mas não veio sem seu próprio custo: a aldeia — até então apenas um pontinho esquecido no mapa da Espanha, a cerca de três horas de Barcelona, ​​tem sido varrida por vendedores,banqueiros e caçadores de fortunas.   Em uma manhã recente, comerciantes brotavam por toda a parte: banqueiros em ternos ofereciam altas taxas de juros, vendedores de automóveis falavam em BMWs e corretores de imóveis iam de porta em porta.   O dia do anúncio da loteria foi uma loucura coletiva, disseram os moradores, à medida que eles perceberam que seus vizinhos também haviam ganho o prêmio.

Quando a notícia se espalhou, os agricultores se dirigiram às pressas para a cidade em seus tratores. O prefeito, Rosa Pons, usou um megafone para felicitar a população. Anica Bordei, a gerente do café da cidade, correu para a rua de meias com buracos nos dedos dos pés. E no que pareceu menos de 20 minutos, os banqueiros estavam no local para recolher os bilhetes premiados e, em seguida, a imprensa local apareceu.   A loteria, estabelecida pela primeira vez em 1812, é um grande evento na Espanha. Muitas pessoas tiram a manhã de folga para assistir a cobertura televisiva dos números sendo retirados de uma gaiola dourada giratória. A Loteria da Espanha recebeu 1.800 bilhetes premiados com o mesmo número e  cada um recebeu US$ 520 mil. Como o ingresso custa 26 dólares cada, eles são muitas vezes divididos em participações de US$6,50.   A associação de moradores de Sodeto vende os bilhetes a cada ano e, normalmente, lucra  cerca de US $ 1.300, que usa para pagar pela produção de festivais locais. Este ano os ingressos vendidos pela associação acumularam um total de mais de US $ 150 milhões em prêmios.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Igreja Católica se prepara para receber padres casados

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Por Sara Ritchey* – opiniaoenoticia.com.br

No domingo, 8, o Vaticano anunciou a criação do Ordinariato Pessoal da Cátedra de São Pedro, uma divisão especial da Igreja Católica, da qual antigos membros da Igreja Anglicana – especialmente alguns padres casados – podem fazer parte. O Vaticano frisou que a permissão para os padres casados será uma exceção e não será uma condição permanente do sacerdócio. Se um padre for solteiro quando se juntar à congregação, ele não poderá se casar. Um padre casado que se torne viúvo não poderá se casar novamente.

Ainda assim, a Igreja Católica está preparada para abrigar um grande número de padres casados, em quantidades não vistas desde os anos que antecederam o Primeiro Conselho de Latrão, que proibiu o casamento dos padres.

Agora, como na época, os críticos e defensores da Igreja estão ressuscitando argumentos sobre as consequências de permitir a presença de padres casados em uma instituição que costuma ser um tanto cautelosa com relação a eles. Mas em meio aos debates, é importante parar e considerar o ambiente que espera as esposas dos padres. Afinal seus papeis são ainda mais inusitados e estranhos que os de seus maridos.

Embora a igreja cristã, em seus primórdios, celebrasse a castidade, ela não tomou nenhuma decisão específica sobre o celibato dos sacerdotes até o movimento de reforma no século XI. Na ocasião, o grande propósito do celibato foi estabelecer uma separação clara entre os padres e os fiéis, elevando o clero.

Naquele cenário, a mera presença da esposa do padre atrapalhava esse objetivo, criando suspeita, e despertando o ódio da congregação. É difícil imaginar que espécie de sentimentos as esposas despertarão nos dias atuais.

As esposas dos sacerdotes então devem estar alertas ao tomarem parte na Igreja Católica. Sua posição é uma anomalia e, segundo o Vaticano, elas não receberão boas vindas permanentes na estrutura da Igreja. Seria prudente então, que o Vaticano honrasse a dignidade das mulheres e dos filhos dos padres casados. E que desse início a uma verdadeira conversa sobre a continuação do celibato entre os padres. Até lá, elas devem se manter cientes da tradição religiosa que as vê, nas palavras de Damião, como “encantadoras de padres, vírus da mente e material do pecado”.

* Professora assistente de história da Europa medieval na University da Louisiana, em Lafayette

Vídeo com abuso de soldados indigna talibãs

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Imagens mostram quatro norte-americanos em uniformes militares urinando em corpos de militantes afegãos descalços, um deles coberto de sangue

Militantes do Talibã condenaram um vídeo que mostra soldados norte-americanos aparentemente urinando em corpos de integrantes da milícia no Afeganistão. O Exército dos Estados Unidos disse estar investigando a autenticidade das imagens.

“Isso não é uma ação humana. É uma barbárie, é algo vergonhoso de se discutir”, disse um porta-voz do Talibã, Qari Yousug Ahmadi, à rede BBC.   Outro porta-voz, Zabihullah Mujahid, disse à agência Reuters que o vídeo não vai atrapalhar as negociações de paz do grupo com a comunidade internacional.   As imagens mostram quatro homens em uniformes militares aparentemente urinando em três corpos de homens descalços, um deles coberto de sangue. É possível ouvir a voz de um homem dizendo em inglês: “Tenha um ótimo dia, amigo”. A origem do vídeo não está clara, nem quem o divulgou na internet. Os homens que aparecem nas imagens parecem estar cientes de que estão sendo filmados.   As forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) divulgaram um comunicado dizendo que as ações mostradas no vídeo são “inexplicáveis e não condizem com o alto padrão moral” dos soldados. O comunicado informa que as ações “parecem ter sido realizadas por um grupo de indivíduos norte-americanos que aparentemente já não estão servindo no Afeganistão”.   O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que o comportamento mostrado no vídeo é “inaceitável”. “Tais ações não consistem com nossos valores e não são representativos do caráter do Exército norte-americano. Faremos uma investigação completa”, prometeu, em comunicado.

Mundo pode ficar um dia sem Google, Facebook e Twitter

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Gigantes da internet ameaçaram paralisar suas operações em protesto contra um projeto de lei que circula no Senado dos EUA.

Um protesto das gigantes da internet contra um projeto de lei que circula no Senado dos EUA pode resultar no maior blecaute digital da história da internet, com a possibilidade de os internautas de todo o planeta ficarem um dia inteiro sem acesso a serviços como o Google, Facebook, Twitter, Wikipedia, Yahoo, PayPal e Amazon.   O polêmico projeto de lei, batizado de SOPA, sigla em inglês para Lei Contra a Pirataria Online, prevê que os serviços digitais sejam responsabilizados pelo conteúdo postado pelos usuários em suas plataformas sob pena de bloqueio do site ou até mesmo da prisão dos seus proprietários.   Votação deve acontecer em 25 de janeiro   Em entrevista ao site da Fox News, Markham Erickson, diretor da NetCoalition, uma associação norte-americana que reúne empresas contrárias ao SOPA, afirmou que gigantes da internet ameaçaram paralisar suas operações em protesto ao projeto de lei.   Por outro lado, entre as empresas que apoiam o projeto de lei estão gigantes da era pré-pontocom como Adidas, Burberry, CVC, Ford, Pfizer, Philip Morris e News Corporation. Caso o protesto se confirme, o dia sem Google e Facebook deve acontecer até 25 de janeiro, data em que o projeto deve ser votado no Senado dos EUA.

Japão é lider em relacionamentos sem sexo

sábado, 31 de dezembro de 2011

Não é fácil ser jovem no Japão hoje em dia. A cada poucos meses se vê o lançamento de um novo conjunto de imagens, estatísticas e reportagens alardeando a mesma ideia: a de que os homens japoneses contemporâneos não são viris o suficiente – e pior, não parecem se importar com isso.
 
No estudo mais recente feito pelo governo, publicado no fim do mês passado, a porcentagem de homens solteiros subiu 9,2 pontos em relação a cinco anos atrás. E o que é mais revelador: 61% desses homens declararam não ter uma namorada, entre os quais 45% disseram que não podiam se importar menos em encontrar uma.
 
E então? Como qualquer um que já tenha assistido a vídeos pop japoneses ou coreanos, as imagens mais populares dos homens asiáticos, vistas de uma perspectiva ocidental, é muito mais efeminada do que as imagens de homens ocidentais. Asiáticos são retratados cobertos de maquiagem, penteados, estilizados e gostam de passos de dança coreografados.
 
E ainda assim o Japão foi reconstruído das cinzas da Segunda Guerra Mundial e transformado em uma grande potência econômica e tecnológica com uma rapidez sem precedentes, graças aos seus trabalhadores esforçados, em sua maioria homens, que construíram os trilhos do impressionante trem bala do país, por exemplo.
 
Então por que o repúdio e a indiferença generalizados dos japoneses no que se refere ao sexo? Existem muitas teorias. A mais provocativa para mim, um japonês-americano que vive em Tóquio há muitos anos, é a de que as mulheres japonesas se tornaram mais fortes social e economicamente ao mesmo tempo em que os homens japoneses se tornaram mais prostrados e absorvidos por mundos virtuais, saciados pela própria feitiçaria tecnológica que seus antepassados lhes impingiram, e muitas vezes preferindo-os à realidade. “Eu não gosto de mulheres de verdade,” desdenhou com arrogância um rapaz no 2Channel, o maior e mais ativo fórum online do mundo. “Elas são exigentes demais hoje em dia. Prefiro ter uma namorada virtual.”
 
Namoradas virtuais se transformaram em uma sensação no último verão, quando a fabricante de jogos japonesa Konami lançou a segunda geração de seu popular Love Plus, apropriadamente chamada de Love Plus +, para Nintendo DS. E sabiamente, a Konami conseguiu fazer com que uma monótona cidade de praia chamada Atami fosse a sede de um fim de semana especial com o tema Love Plus +.
 
Os jogadores foram convidados a levar suas namoradas virtuais, dentro de seus aparelhos de videogame, até a cidade de praia para viver um fim de semana de romance e êxtase. A promoção obteve um sucesso absurdo, e gerentes de resorts locais disseram que foi seu melhor fim de semana em décadas. Claramente, esses são jovens japoneses de uma geração que considera as demandas imperfeitas ou simplesmente inesperadas dos relacionamentos no mundo real menos atraentes do que a tentação da libido virtual.
 
A expressão “homens herbívoros” foi criada por uma jornalista japonesa em 2006. Em 2009, a falta de ambição dos homens japoneses, tanto sexualmente quanto em outras áreas, havia se tornado um tema recorrente na mídia. Com relatos recentes de japoneses que não conseguem satisfazer mulheres de verdade e que não pretendem se casar ou ter filhos, o fenômeno de distanciamento mútuo entre os gêneros se tornou um assunto popular. Pode ser o futuro, mas será que é realmente japonês?
 
“Talvez nós sejamos seres humanos mais avançados,” minha amiga japonesa disse enquanto jantávamos juntos em Tóquio (ela pediu que eu não usasse seu nome real). Ela é a atraente editora de 40 e poucos anos de uma das principais revistas de moda do Japão, e ela ainda está solteira. “Talvez,” ela continuou, “nós já tenhamos aprendido a nos satisfazer sozinhos.”

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Mundo aguarda anúncio de existência de ‘partícula de Deus’

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fonte: votebrasil.com

A comunidade científica vive a expectativa do anúncio de que pesquisadores podem ter encontrado evidências que comprovem a existência da chamada “partícula de Deus” – o bóson de Higgs.

Ela representa um mecanismo ainda não comprovado, que daria massa a todas as outras partículas. O bóson de Higgs é uma “partícula fundamental”, uma das peças básicas da construção do universo.

Ele também é considerado o pedaço que falta na principal teoria da física de partículas – conhecida como Modelo Padrão – que descreve como partículas e forças interagem.

Rumores sobre os resultados das pesquisas mais recentes começaram a circular semanas antes do anúncio, que está previsto para a tarde desta terça-feira, em um encontro científico.

É possível que os cientistas consigam somente fazer insinuações a respeito da identificação do bóson de Higgs, já que as equipes de pesquisa ainda não teriam dados suficientes para anunciar uma descoberta formal.

No entanto, a maioria dos físicos afirma que não encontrar a partícula pode ser tão interessante quanto encontrá-la no lugar onde a teoria prevê que ela esteja.

“Se não a encontrarmos será – de certo modo – ainda mais excitante, mas de qualquer modo, é uma situação onde só temos a ganhar”, disse o físico de partículas Stefan Soldner-Rembold, da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha.

“Se a encontrarmos, saberemos que a teoria está completa, mas ainda há mais coisas a pesquisar. Se não a encontrarmos, saberemos que há algo que ainda não entendemos.”

 Mecanismo do universo

Encontrar o bóson de Higgs é o principal objetivo do Grande Colisor de Hádrons (GCH), na Suíça, um projeto que custou US$ 10 bilhões (R$ 18 bilhões).

Atualmente, o colisor abriga dois projetos – Atlas e CMS – que procuram separadamente pela partícula.

A excitação é grande entre os físicos que trabalham no laboratório Cern, a organização baseada em Genebra que opera o GCH, por causa de insinuações de que os pesquisadores podem ter isolado o bóson.

“É um momento fantástico, você consegue sentir que as pessoas estão entusiasmadas”, disse à BBC Christoph Rembser, pesquisador sênior do experimento Atlas.

Segundo os cientistas, quando o universo esfriou após o Big Bang, uma força invisível conhecida como o campo de Higgs teria se formado juntamente com o bóson de Higgs.

É este campo que dá massa às partículas fundamentais que formam os átomos. Sem ele, estas partículas passariam pelo cosmos na velocidade da luz e não conseguiriam se aglutinar.

O modo como o campo de Higgs trabalha foi associado ao modo como fotógrafos e repórteres se reúnem ao redor de uma celebridade. O grupo de pessoas são “atraídos” fortemente pela celebridade e criam resistência ao seu movimento em um salão, por exemplo.

Dessa maneira, eles dão “massa” àquela celebridade, tornando sua movimentação mais lenta.

“A questão do (bóson de) Higgs é que sempre dizemos que precisamos dele para explicar a massa, mas sua importância real é que precisamos dele para entender o universo”, disse à BBC Tara Shears, física especializada em partículas, da Universidade de Liverpool.

“Descobrir a partícula confirma que a abordagem que estamos usando para entender o universo está correta.”

Estas preocupações motivam o esforço do Cern para destacar o bóson de Higgs e outros fenômenos usando o GCH.

O experimento acontece em um túnel circular de 27 quilômetros de comprimento repleto de imãs que “conduzem” partículas de prótons pelo imenso anel.

Em certos pontos do trajeto, o colisor faz com que os feixes de prótons se choquem uns com os outros a uma velocidade próxima à velocidade da luz, para que seja possível detectar outras novas partículas nos resultados da colisão.

 Caça à partícula

O Atlas e o CMS procuram sinais da partícula entre bilhões de colisões que ocorrem em cada experimento do GCH. Evidências da existência dela apareceriam como pequenos “picos” nos gráficos dos físicos.

Rumores que circulam entre os cientistas dizem que os dois projetos encontraram sinais do bóson de Higgs com níveis entre 2,5 e 3,5 sigma de certeza.

Estes números representam uma medida da probabilidade de que estes sinais tenham acontecido por acaso, e não por um fenômeno físico.

Se estes números forem anunciados nesta terça-feira, o Cern não poderá fazer uma reivindicação definitiva da descoberta.

Três sigmas são considerados como “observação” de um fenômeno e cinco são considerados o limiar de uma descoberta.

O diretor geral do Cern, Rolf-Dieter-Heuer, disse à equipe de funcionários da organização, por e-mail, que o anúncio não seria conclusivo.

O “sim” ou “não” definitivo para o bóson de Higgs só deverá acontecer em 2012.

Ministro francês afirma que situação é grave e euro pode explodir

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Para Leonetti, na medida do possível, as discussões para resolver a crise da dívida da Eurozona devem acontecer entre os 27 países que integram a União Europeia (UE).

Paris – “A situação é grave, o euro pode explodir”, advertiu nesta quinta-feira (7) o ministro francês de Assuntos Europeus, Jean Leonetti.

“A Europa pode desabar, o que seria uma catástrofe, não apenas para a Europa e para a França, mas para todo o mundo”, declarou o ministro em entrevista ao Canal Plus, horas antes do início em Bruxelas de uma reunião de cúpula considerada decisiva.

Para Leonetti, na medida do possível, as discussões para resolver a crise da dívida da Eurozona devem acontecer entre os 27 países que integram a União Europeia (UE).

Mas França e Alemanha não descartam um acordo entre os 17 países da zona do euro, caso os Estados que não utilizam a moeda única não desejem uma associação.

Leonetti também criticou as agências de classificação financeira.

“Me irritam um pouco. Antes atuavam em função de critérios econômicos e financeiros, agora usam critérios políticos”, disse o ministro.

Contra crise, líderes europeus buscam novo tratado

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fonte: votebrasil.com

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu a necessidade de um novo tratado entre os países da União Europeia (UE) como forma de criar mecanismos para impor maior rigor fiscal aos países membros.

“Nós precisamos de disciplina orçamentária e um mecanismo efetivo de gerenciamento de crise”, disse a chanceler no Parlamento alemão em Berlim. “Então precisamos mudar os tratados, ou criar novos tratados.”

Merkel insistiu na necessidade de “passos concretos na direção de uma união fiscal”, o que significa, efetivamente, uma integração de políticas tributárias e de gastos adotadas individualmente pelos países da zona do euro, com punições previstas ao integrantes que burlarem as normas.

Nesse sentido, o governo alemão parece divergir do seu maior parceiro na tentativa de gerenciar a crise da dívida que se abateu sobre a zona do euro: a França.

Na quinta-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tambem pediu mudanças no tratado da UE.

“Nós precisamos confrontar aqueles que duvidam da estabilidade do euro, e especulam sobre a sua ruína, com total solidariedade”, disse o presidente francês.

Sarkozy disse que o euro não pode continuar a existir a menos que as economias da área que utiliza a moeda comum trabalhem juntas, com a França e a Alemanha cumprindo um papel central para assegurar “uma zona de estabilidade”.

Mas o presidente francês rejeita propostas de que orçamentos nacionais passem a ser aprovados e regulados pelo Comissão Europeia, em Bruxelas, e disse que a França não desistiria de sua soberania.

O governo alemão tem pressionado por mudanças para se criar poder de veto aos orçamentos nacionais da zona do euro que quebrarem regras já definidas.

Nesta segunda-feira, Merkel e Sarkozy terão um novo encontro para tentar reduzir suas diferenças.

Depois disso, no dia 9, líderes europeus se reunirão em um encontro que já está sendo apelidado de “cúpula do tudo ou nada”.

Lugar da Europa

O editor para Europa da BBC News, Gavin Hewitt, diz que medidas de disciplina fiscal como as defendidas pela Alemanha tornariam mais fácil para o Banco Central Europeu intervir e comprar títulos.

A previsão é de que os países da zona do euro controlem suas dívidas e adotem maior rigor nos orçamentos.

Em seguida, o Banco Central Europeu interviria nos mercados e reduziria os custos dos empréstimos, fazendo com a confiança voltasse gradualmente.

Segundo o editor da BBC, com a adoção dessas medidas, é esperada uma supervisão muito mais minuciosa dos orçamentos nacionais, com algum tipo de estrutura legal para aplicar regras com relação a gastos.

Hewitt afirma que a alteração no tratado da UE, que implementaria esse controle, é um ponto no qual Merkel insiste, para satisfazer as exigências do Tribunal Constitucional alemão.

Merkel quer que as alterações no tratado sejam aprovadas por todos os 27 países-membros e não estejam limitadas apenas à zona do euro. Segundo o editor da BBC, a chanceler teme uma UE dividida e com dois níveis diferentes de membros.

Também não está claro se os franceses e alemães têm em mente uma mudança limitada no tratado ou algo mais substancial, que envolveria uma conferência intergovernamental, com alguns países decidindo consultar a população sobre as mudanças através da realização de referendos.

Outra indefinição é sobre quem vai exercer os novos poderes de análise e controle dos orçamentos.

Merkel disse que “pecadores” deveriam ser levados ao Tribunal de Justiça Europeu, enquanto Sarkozy, que não aceita um controle de Bruxelas sobre o orçamento francês, prefere um acordo entre governos, mas isso, segundo Gavin Hewitt, não resolve a questão de como as novas regras deveriam ser colocadas em prática.

Os países menores do bloco se mostram preocupados com a possibilidade de as instituições europeias serem deixadas de lado – nesse caso, sua influência será enfraquecida, tornando-os parte, na prática, de uma união franco-alemã.

Presença de Amira

domingo, 20 de novembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Saiba quem é a princesa que está sacudindo o direito das mulheres na Arábia Saudita.

O direito das mulheres no mundo árabe ganhou um novo sopro sob a figura da princesa Amira al Tawil, esposa do milionário príncipe Al-Walid Ben Talal Ben Abdelaziz Al-Saoud, sobrinho do Rei Abdallah e 13º homem mais rico do mundo segundo a revista Forbes. Nascida na Arábia Saudita e diplomada em Direito pela Universidade de Connecticut e vice-presidente da fundação filantrópica Alwaleed, tem ajudado a sacudir o seu país com declarações em defesa das mulheres. O termo “feminista” talvez seja um pouco exagerado, mas Amira aproveita sua presença midiática para fazer algumas demonstrações públicas que incomodam os mais conservadores. Em seu twitter oficial, a princesa de 28 anos se define como uma mulher “ativa” que gosta de “viajar o mundo, encontrar pessoas, ouvir histórias e tirar fotos”. E, quando pode, usa a rede social para tomar posições fortes, como quando defendeu Shaima, uma mulher condenada a dez chibatadas por dirigir um carro na Arábia Saudita.

“A flagelação de Shaima foi cancelada, graças a nosso amado rei. Tenho certeza de que todas as sauditas ficarão felizes. Sei que eu estou”, tuitou no dia em que, depois de muitos protestos mundo afora, a condenação foi finalmente cancelada.

Além de defender Shaima, Amira deu entrevistas que denunciam a hipocrisia real quanto ao assunto. Ao jornal saudita Al-Watan, declarou que dirige carros… mas só quando viaja para países onde isso é permitido, é claro.

“Eu certamente estou apta a dirigir. Tenho uma licença internacional e dirijo em todos os países aos quais viajo”, disse ao jornal. Em uma entrevista anterior, seu marido já havia declarado que seria o primeiro a deixar sua mulher e filhas dirigirem se a proibição fosse anulada.

A constante presença midiática de uma Amira sem véu, vestida à maneira ocidental, talvez represente um vento de mudanças para as mulheres na Arábia Saudita. O Rei Abdullah acaba de acordar às mulheres o direito ao voto e de se eleger às eleições municipais de 2015. A medida pode parecer uma simples maquiagem populista, já que eleições municipais não são importantes na Arábia Saudita. Mas, num país onde o sexo frágil sainda sequer tem o direito de pegar o volante, já é um avanço significativo.

Amira aproveita o embalo para apresentar ao mundo uma outra imagem das mulheres árabes. Seja em visita a organizações não-governamentais no Reino Unido, ou em entrevistas a canais de TV e jornais americanos, defende uma maior contribuição das mulheres na sociedade saudita. Apresentando-se em uma sessão especial do Clinton Global Iniciative, se disse otimista em relação a reformas, mas que prefere um caminho da “evolução em vez da revolução”.

Resta a saber se, apesar de todo o seu apelo midiático, ajudado certamente por sua beleza, será um dia tão escutada quanto Adila, uma das filhas do Rei e pioneira na luta pelo direito das mulheres dentro da família real. Adila, por sinal, é casada com o ministro da educação, homem de confiança de seu pai, e muito mais influente politicamente do que o milionário marido de Amira, cuja chance de suceder ao trono de Abdullah não é das maiores. Mas quem sabe o resplendor e ousadia de Amira não lhe dê uma ajuda?

Seleção da Argélia teria sido dopada sem saber?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Oito ex-jogadores dos anos 80 tiveram filhos deficientes. Agora, exigem explicações.

Mais de 25 anos depois, jogadores argelinos que participaram das copas do mundo de 1982 e 1986 pedem uma investigação que poderá causar polêmica. Diversos atletas da seleção da Argélia que jogaram entre este período desconfiam de uma ligação ente os remédios consumidos pela delegação e a deficiência de seus filhos. Nada menos do que oito ex-jogadores tiveram crianças com alguma deficiência física.

“Decidimos trazer o caso ao público assim que descobrimos que oito de nossos ex-selecionáveis tiveram filhos deficientes”, declarou na quarta, 16, o antigo defensor Mohamed Chaib, pai de três filhas deficientes. “Temos sérias dúvidas de que os efeitos dos remédios que consumimos no estágio de preparação para as competições. Queremos apenas a verdade”.

Djamel Menad, um dos representantes da seleção argelina na Copa do México, em 1986, é pai de uma menina que sofre de agenesia do corpo caloso, cujos sintomas envolvem fraqueza muscular e crises de epilepsia.”Desde que descobri que não era o único, comecei a me fazer perguntas”, conta ele. Para o antigo artilheiro, o fato de que vários jogadores da mesma geração tenham filhos deficientes não pode ser uma “coincidência”.

O antigo meio-de campo Mohamed Kaci Saïd, pai de uma menina deficiente de 26 anos, pede a abertura de uma investigação. “Não estou dizendo que éramos ratos de laboratório dos médicos russos (…) e que éramos dopados sem saber. Mas a dúvida vai persistir enquanto a verdade não seja conhecida”, afirma.

A hipótese defendida pelos ex-jogadores é refutada por Ali Fergani, antigo capitão da seleção da Argélia na Copa do Mundo de 1982. Para ele, “o número de jogadores com filhos deficientes é mínimo comparado com o número total de jogadores selecionados entre 1980 e 1990. Ali Fergani também desmente a presença de russos na equipe médica. “Todos médicos eram argelinos e não tomávamos remédios, a não ser vitamina C”.

O treinador da Argélia no mundial do México, Rabah Saâdane, usa o mesmo argumento. “Quando eu dirigia a seleção, de 1984 a 1986, não havia médicos europeus entre nós”, disse à imprensa argelina. O antigo treinador admite, contudo, que entre 1981 e 1988, houve um treinador e um cinesioterapeuta russos. Um treinador da ex-Iugoslávia, Zdravgo Rajkov, também dirigiu a equipe em 1980, As autoridades argelinas ainda não comentaram o assunto.

Merkel: Europa passa por pior momento desde a Segunda Guerra

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Chanceler alemã ressalta que problemas em qualquer país da zona do euro afetam os demais

Para combater o que classificou de o pior momento na região desde a Segunda Guerra Mundial, a chanceler alemã, Angela Merkel defendeu nesta segunda-feira, 14, que se coloque a “economia a serviço do cidadão” e não o contrário. A medida seria uma resposta “responsável” às turbulências consequentes da atual crise da dívida que afeta “o mundo todo”. Para isso ela acredita que seja necessária uma maior integração política entre os membros da União Europeia (UE), o que permitirá solucionar a crise.

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A declaração foi feita durante a abertura do Congresso do partido da União Cristão Democrata (CDU), onde Merkel afirmou que o desafio de sua geração é “criar, passo a passo, a união política” na região e que os líderes europeus têm um longo caminho a percorrer para superar a situação que enfrentam. Sobre a situação mais grave de alguns de seus vizinhos da zona do euro, Merkel afirmou que a Alemanha não pode deixar que entrem em colapso.

“Se a Europa não está indo bem, então a Alemanha também não está. Se o euro falhar, toda a Europa falhará junto. O desafio de nossa geração é mostrar que podemos usar a crise para termos um futuro melhor. Nossa resposta, de acordo com as raízes de nosso partido, deve ser uma economia social de mercado responsável e serviço ao cidadão”, disse.

No discurso a chanceler ressaltou a necessidade de que os líderes europeus avancem em território desconhecido para solucionar a crise. Ela defendeu uma revisão dos contratos da UE que faça com que os países que violam as regras de disciplina fiscal enfrentem duras sanções automáticas e que caso necessário sejam levados para o Tribunal de Justiça Europeu. Ela ainda chamou atenção para o fato de que o atual cenário fez as pessoas perceberem que os problemas de qualquer país da zona do euro se tornam problema dos demais utilizadores da moeda. “Nossas responsabilidades não terminam mais nas fronteiras de nossos territórios”, afirmou.

Itália

Para restaurar a confiança do mercado na economia italiana, o presidente do país pediu que o ex-comissário europeu e novo premier, Mario Monti, forme um novo governo. A dívida da Itália é grande demais para ser resgatada pelo bloco do euro, portanto é urgente a união das forças para a implementação de medidas econômicas que ajudem o país a sair da crise.

Um leilão de bônus do país atraiu boa demanda dos investidores, vendendo 3 bilhões de euros em títulos de cinco anos, acalmando um pouco os mercados financeiros . Os juros, no entanto, chegaram a recorde inédito de 6,29%. A alta dos rendimentos fez o Banco Central Europeu (BCE) começar a comprar bônus do governo italiano logo após o leilão.

Futuro

Em discurso de despedida no domingo, 13, o ex-premier italiano Silvio Berlusconi pediu que o BCE se torne um banco de último recurso para ajudar o euro. “Isso se tornou uma crise para nossa moeda comum, o euro, que não tem o apoio que toda moeda deveria ter”, afirmou em mensagem de vídeo.

A crise italiana deixou a situação grega em segundo plano nos últimos dias, porém, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os líderes europeus manterão Papademos sob pressão para implementar reformas radicais. Pesquisas apontam que o premier tem apoio de três em cada quatro gregos.

Começam a chegar em Atenas nesta segunda-feira, 14, inspetores do FMI, do BCE e da União Europeia, que pressionam a Grécia a se qualificar para um segundo programa de resgate, no valor de 130 bilhões de euros, e para uma parcela de empréstimos de 8 bilhões de euros do resgate anterior.

Brasil ocupa 14° entre países que pagam suborno, diz ONG

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Lucas Marchesini
Do Contas Abertas

O Brasil está em 14° no Índice de Pagadores de Suborno de 2011 (tradução livre de Bribe Payers Index), que contou com 28 países e é realizado pela ONG Transparência Internacional (TI). A pontuação brasileira foi de 7.7. O ranking é elaborado a partir de questionários aplicados a mais de 3.000 executivos de empresas de todo o mundo. A nota máxima, 10, quer dizer que, para os entrevistados, as companhias do país nunca se envolveram em pagamento de propina quando estão em negociações no exterior. Tanto a posição quanto a nota brasileira melhoraram em relação ao último índice datado de 2008. Naquela edição, o Brasil ficou em 17° entre 22 países, com 7.4 pontos.

Os países campeões de 2011 foram a Holanda e a Suíça, com 8,8 pontos. Completando o top 5 estão Bélgica (8,7), Alemanha e Japão (8,6). As últimas posições são do México (7), China (6,5) e Rússia, (6,1). A média entre os países avaliados foi de 7,8. A TI ressalta que o resultado geral foi desapontador, pois não houve melhora significativa nos resultados entre 2008 e 2011. A entidade ressalta que o primeiro passo importante na luta contra a corrupção no exterior é o esforço efetivo por parte dos governos dentro de casa. Isso também foi ressaltado na matéria de segunda-feira (31) feita pelo Contas Abertas (veja aqui).

O índice também separa a tendência a se envolver em corrupção por setor de atividade. De acordo com ele, a atividade mais “limpa” é a agricultura e a industria leve com 7,1 pontos. Já no fim da tabela, o setor de construção e contratos com a esfera pública que obteve apenas 5,3 pontos. A situação ruim no ramo não é desconhecida, visto que o segmento repete a posição de 2008.  Para a TI, ela se deve a características específicas da atividade. Os contratos geralmente contemplam enormes quantias e os projetos são muitas vezes únicos e, por isso, difíceis de referenciar quanto ao tempo de duração e ao custo do empreendimento.

O estudo da TI também traz algumas recomendações para governos e empresas. Para a esfera pública, a principal medida sugerida é de exigir padrões anti-suborno e corrupção de fornecedores e empreiteiras que participam de licitações públicas. Para o setor privado, é ressaltada a maneira que as companhias também devem agir: códigos de integridade são essenciais, mas não suficientes. Dessa forma, as companhias devem criar medidas efetivas para combater o problema.

Esse ponto é abordado pela lei 8625/2010 que está sob análise de comissão especial na Câmara dos Deputados. A existência de programas como os sugeridos pela TI serviriam como atenuantes para empresas envolvidas em corrupção.

Confira o link do estudo: http://bpi.transparency.org/

 

Obama lidera lista dos mais poderosos; Dilma aparece em 22ª

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

 

Dilma é o primeiro nome latino-americano a figurar no ranking anual da revista norte-americana Forbes.

O presidente dos EUA, Barack Obama, aparece em primeiro lugar na lista anual dos mais poderosos do mundo elaborada pela revista norte-americana Forbes. Dilma, que no ano passado apareceu em 16º lugar, nesta edição foi eleita como a 22ª pessoa mais poderosa do mundo.

Obama recuperou a primeira posição, que no ano passado ficou com o presidente da China, Hu Jintao. Na 22ª posição da lista, Dilma é o primeiro nome latino-americano a figurar no ranking, seguida pelo mexicano Carlos Slim, na 23ª colocação.

Fatores levados em conta

O segundo e o terceiro lugares do ranking deste ano foram ocupados pelo primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, e pelo chinês Hu Jintao, respectivamente. A primeira mulher a figurar na lista é a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que ocupa o quarto lugar.

Dilma agora passa a ser a quarta mulher mais poderosa do mundo, atrás de Angela Merkel, Sonia Ghandi, presidente do Congresso Nacional da Índia, e Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA. Em agosto, a Forbes havia classificado Dilma como a terceira mulher mais poderosa do mundo.

A revista levou em conta quatro fatores para escolher o grupo de 70 indivíduos: sobre quantas pessoas eles têm poder, quais recursos eles controlam, se têm influência em mais de uma esfera e como administram seu poder.

Fonte: votebrasil.com

ONU alerta que desastres climáticos vão se agravar

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Relatório do IPCC afirma que eventos climáticos extremos serão, no geral, mais intensos e mais frequentes nas próximas décadas.

Seca, inundações, ciclones e incêndios: os desastres climáticos estão mais frequentes e intensos com o aquecimento global provocado por atividades humanas. A tendência é que esta situação se agrave, alerta um relatório da ONU sobre o clima.

O impacto do aquecimento climático sobre os eventos depende de sua natureza e de sua distribuição, muito desigual, entre as diferentes regiões do mundo. Além disso, o nível de certeza das previsões formuladas por especialistas varia com a quantidade e a qualidade dos dados disponíveis.

Mas centenas de cientistas redigiram este relatório para o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) e são contundentes: os eventos climáticos extremos serão, no geral, mais graves e mais frequentes nas próximas décadas, um risco a mais para a maior parte dos habitantes de nosso planeta.

“Este é o maior esforço já realizado para avaliar o modo como as catástrofes estão mudando”, afirmou Neville Nicholls, professor da Universidade Monash de Melbourne e coordenador de um dos capítulos deste relatório, que deve ser revisado pela ONU durante a reunião em Kampala, antes da publicação, programada para o dia 18 de novembro.

Esta publicação coincide com uma série de catástrofes naturais devastadoras que suscitaram muitas interrogações e inquietações.

Em 2010, temperaturas recordes favoreceram incêndios que destruíram florestas da Sibéria, enquanto o Paquistão e a Índia sofreram com inundações sem precedentes.

Neste ano, os Estados Unidos registraram um número recorde de desastres, desde o transbordamento do Mississippi e do Missouri até o furacão Irene, passando pela seca terrível que afeta atualmente o Texas.

Na China, regiões inteiras sofrem com secas intensas, enquanto chuvas devastam a América Central e a Tailândia.

Anormalidade ou aquecimento global

A maior parte destes eventos são consequência do aquecimento do clima produzido por ação humana: aumento das temperaturas, do teor de água na atmosfera e da temperatura dos oceanos. Todos eles, fatores propícios para agravar e provocar eventos climáticos extremos.

De acordo com o relatório, apoiado em centenas de estudos publicados nos últimos anos, é quase certo, de 99% a 100%, que a frequência e a magnitude dos recordes de calor diários vai aumentar em escala planetária neste século 21.

Infográfico: Veja quem são os emissores de dióxido de carbono

Infográfico: Como ocorre o aquecimento global?

E é também muito provável (90% a 100%) que a duração, a frequência e a intensidade das ondas de calor continuarão a aumentar em quase todas as regiões.

Os picos de temperatura vão provavelmente (66% a 100% de certeza) aumentar em relação ao fim do século 20, até 3°C em 2050 e 5°C até 2100.

Previsões

Muitas áreas, particularmente os trópicos e as latitudes elevadas, vão enfrentar chuvas e neves mais intensas. Paralelamente as secas vão se agravar em outros pontos do globo, em especial no Mediterrâneo, na Europa Central, na América do Norte, no nordeste do Brasil e na África austral.

O aumento do nível dos mares e da temperatura das águas vai provocar ciclones mais destrutivos, enquanto o derretimento das geleiras e do permafrost, combinada com mais precipitações, poderá provocar mais deslizamentos, diz o IPCC.

Fonte: votebrasil.com.br

Com Europa à espera de ajuda, Dilma chega a Cannes

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A presidente Dilma Rousseff chegou na tarde desta terça-feira a Cannes, na França, onde participa, na quinta e na sexta-feira, da reunião anual de cúpula do G20, o grupo que reúne as principais economias do mundo.

A expectativa é a de que a agenda da reunião seja dominada pelas discussões a respeito da crise das dívidas nos países da zona do euro.

O Brasil, que na reunião de cúpula do ano passado, em Seul, na Coreia do Sul, havia levantado a questão da chamada “guerra cambial”, que se tornou o ponto central daquela reunião, chega desta a vez a Cannes na posição de um dos “objetos do desejo” dos países europeus.

Os países europeus desejam que os grandes países emergentes, como a China e, em menor extensão, o Brasil, se comprometam com uma ajuda aos países europeus que enfrentam dificuldades para rolar suas dívidas.

O principal meio de ajuda seria pela compra de títulos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, criado para ajudar os países da região em dificuldades e cuja expansão foi anunciada após um encontro de líderes europeus na semana passada.

Apesar disso, fontes dos governos dos países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) já afirmaram que estão dispostos a ajudar, mas que preferem que o caminho para essa ajuda seja através do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Investimento e emprego

Na segunda-feira, antes de embarcar para a França, Dilma afirmou em um discurso para empresários, em São Paulo, que a posição que o Brasil levará à reunião é a de que “o G20 deve agir, propondo medidas financeiras emergenciais e também um plano de sustentação do investimento e do emprego”.

No início do mês, durante a cúpula União Europeia-Brasil, em Bruxelas, Dilma já havia defendido posição parecida, afirmando que “a história mostra que só seremos capazes de sair da crise com medidas de estímulo ao crescimento econômico somadas a políticas de estabilidade macroeconômicas, assim como políticas sociais, de criação de empregos e de crescimento”.

Dilma chegou à França acompanhada do ministro da Fazenda, Guido Mantega, do chanceler Antonio Patriota e da secretária de Comunicação Social, Helena Chagas.

A agenda oficial da presidente em Cannes tem início somente nesta quarta-feira, quando ela deve manter encontros bilaterais com outros chefes de Estado também presentes na cúpula.

Existe a possibilidade ainda de uma reunião, não confirmada, entre os líderes dos Brics para a discussão de uma agenda comum durante a cúpula, a partir de quinta-feira.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Khadafi teria US$ 200 bilhões em contas no exterior

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

De acordo com membros do governo líbio, o ex-ditador do país, Muammar Khadafi desviou secretamente mais de US$ 200 bilhões em contas bancárias e investimentos empresariais e imobiliários ao redor do mundo. Os números são equivalentes a cerca de US$ 30 mil para cada cidadão do país, e o dobro do valor inicialmente cogitado pelos governos ocidentais.

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Se os valores estiverem corretos, Khadafi entrará para a história como um dos mais gananciosos e bizarros líderes da história, numa lista que inclui nomes como Mobutu Sese Seko, do Zaire, e Ferdinando Marcos, das Filipinas.

A morte de Khadafi após sua captura em sua cidade natal ainda não pode ser considerada o grande fim da revolução que surgiu na Líbia em fevereiro. A revelação dos valores desviados por Khadafi pode gerar fúria entre a população, já que 1/3 dos líbios vive na pobreza. O governo de transição dificilmente terá acesso aos bens, já que eles foram congelados pelas Nações Unidas, e as leis nacionais determinam que bens confiscados só podem ser liberados para seus donos legítimos.

Até agora, apenas US$ 700 milhões dos bens de Khadafi nos Estados Unidos foram liberados, e alguns países africanos evitaram o congelamento em lealdade ao ex-líder da Líbia. Membros do governo norte-americano ficaram surpresos ao descobrir US$ 37 bilhões em contas bancárias e investimentos do regime líbio nos Estados Unidos, e rapidamente congelaram os bens antes que o ditador ou membros de sua família pudessem ter acesso a eles.

Outros US$ 30 bilhões foram congelados na França, Alemanha e Inglaterra. Investigadores estimavam que Khadafi tivesse espalhado outros US$ 30 bilhões pelo resto do mundo, totalizando cerca de US$ 100 bilhões no exterior, mas investigações posteriores mostram que o ex-ditador líbio enviou mais dezenas de bilhões anualmente, e manteve investimentos lucrativos em inúmeros países, especialmente no Oriente Médio e no Sudeste Asiático. Os US$ 200 bilhões seriam o dobro da produção econômica anual da Líbia (antes da revolução), que mantém as maiores reservas de petróleo da África.

Membros de governos envolvidos na operação que derrubou Khadafi tiveram dificuldade não apenas em identificar o dinheiro do líder líbio, mas também em convencer países como Índia, China e Rússia a confiscar os investimentos líbios como exigia a resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Investigações mostram que os investimentos do regime se estendiam por vários negócios ocidentais como o clube italiano de futebol Juventus, o banco italiano UniCredit e a editor britânica Pearson, dona do jornal Financial Times. Agora, acredita-se que outros bens da família Khadafi incluem contas com dinheiro das vendas nacionais de petróleos, e investimentos em nações vizinhas, já que Khadafi tinha a ambição de criar e comandar uma aliança pan-africana.

Cristina Kirchner é reeleita presidenta da Argentina

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Monica Yanakiew
Correspondente da EBC na Argentina

Buenos Aires – A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, comemorou mais de uma vitória na madrugada de hoje (24). Ela conquistou os votos de mais da metade dos eleitores que foram às urnas nesse domingo (23), garantindo um segundo mandato de quatro anos, e obteve ainda grande vantagem em relação ao segundo colocado – o socialista Hermes Binner.

Primeira mulher eleita e agora reeleita presidenta da Argentina, Cristina Kirchner bateu outro recorde: recebeu mais votos numa eleição que todos os presidentes eleitos nos 28 anos de democracia no país. Ela iniciará seu segundo mandato no próximo dia 10 de dezembro quase sem oposição.

A eleição foi uma das mais tranquilas da história argentina – sem incidentes, nem denúncias de fraude ou de roubo de urnas. A grande maioria (79%) dos 29 milhões de eleitores argentinos votou ontem para eleger presidente, vice-presidente, metade da Câmara dos Deputados, um terço do Senado e governadores.

Até as 6h (horário de Brasília) de hoje, 98% dos votos tinham sido apurados. Cristina Kirchner e seu candidato a vice – o ministro da Economia, Amado Boudou – tinham conquistado 53,8%. A surpresa ficou por conta de Binner que, em dois meses, pulou do quarto para o segundo lugar. De acordo com os resultados preliminares, ele terá 17% dos votos.

A votação terminou às 19h (horário de Brasília) e três horas depois, Cristina Kirchner fez seu discurso como presidenta reeleita, no comitê de campanha. Em tom conciliador, ela convocou todos a trabalharem juntos pelo país – mesmo aqueles que não votaram nela. “Sozinha, não se pode tudo. Precisamos da colaboração de todos”, disse.

A presidenta reeleita agradeceu os aliados, a oposição e os presidentes da América do Sul que telefonaram para dar os parabéns. O primeiro nome que mencionou foi o da presidenta Dilma Rousseff. “Quero agradecer o telefonema solidário, amigo, fraternal, regional de Dilma Rousseff – a companheira Dilma”, disse.

O comitê de campanha estava lotado e cercado, desde cedo, por uma multidão. Milhares de argentinos, que não puderam entrar, caminharam até a Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial. Apesar do clima de festa, Cristina disse que sentia alegria, mas também tristeza: esta semana coincide com o primeiro ano da morte de seu marido, o ex-presidente Nestor Kirchner. “Quero agradecer também a alguém que já não pode mais me ligar, mas que é o grande fundador da vitória desta noite”, disse a presidenta, ao admitir que sem Kirchner ela nunca teria chegado onde está.

A surpresa do dia foi a decisão de Cristina de ir até a Praça de Maio para festejar com o povo. Ela cantou e dançou em um palco, junto com seus filhos e o vice.presidente. Uma das primeiras tarefas da presidenta será escolher um novo ministro da Economia para substituir Boudou.

Edição: Graça Adjuto

Anistia Internacional quer prender Bush por tortura

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A organização Anistia Internacional pediu às autoridades do Canadá a prisão e indiciamento do ex-presidente dos EUA George W. Bush, que fará uma visita a este país no próximo dia 20.

A entidade enviou à Procuradoria-Geral do Canadá um documento de mil páginas, onde acusa Bush de ser legalmente responsável por uma série de violações de direitos humanos, inclusive tortura de presos. Em fevereiro, o ex-presidente americano teria deixado de viajar a Suíça devido a uma mobilização semelhante de grupos de direitos humanos.

“Como as autoridades americanas até agora deixaram de levar o ex-presidente Bush à Justiça, a comunidade internacional precisa agir”, disse Susan Lee, membro da Anistia Internacional. “Se o Canadá não agir, estaria violando a Convenção Contra a Tortura da ONU”.

A principal acusação contra Bush formulada pela Anistia é a autorização para uso de “aprimoradas técnicas de interrogatório, como a simulação de afogamento em pessoas detidas secretamente pela CIA entre 2002 e 2009″. Segundo o documento, os presos sofriam “tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, como a privação do sono”.

As acusações são baseadas em documentos americanos já liberados ao público e na própria autobiografia do ex-presidente, lançada no ano passado. Elas incluem os casos dos acusados de terrorismo Abu Zubaydah e Khalid Sheikh Mohammed, que, segundo um agente da CIA, teriam sofrido 266 simulações de afogamento entre 2002 e 2003.

“Torturadores devem enfrentar a Justiça, e seus crimes são tão escandalosos que a responsabilidade de garantir a justiça precisa ser compartilhada por todos os países”, disse Alex Neve, chefe da sucursal canadense da Anistia Internacional.

Bush é esperado no Canadá no próximo dia 20, quando participará de um fórum econômico no oeste do país. Esta será a terceira vez que o ex-presidente visita o país vizinho desde que deixou o cargo na Casa Branca.

 

Movimento israelense pede que religião seja apagada de registros civis

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fonte: votebrasil.com

Centenas de judeus israelenses assinaram uma petição solicitando que as autoridades do país os registrem como “sem religião” e apaguem a qualificação deles como judeus nos registros civis.

Os documentos, assinados na noite de domingo perante advogados em Tel Aviv, serão encaminhados ao Ministério do Interior.

Os signatários exigem a separação clara entre o Estado e a religião em Israel e consideram a religião irrelevante para os registros civis.

Um dos que assinaram, o jornalista Uri Avnery, de 88 anos, disse à BBC Brasil que a assinatura em massa do documento “é um passo importante para que finalmente a religião seja separada do Estado”.

“Israel está se transformando em um Estado teocrático no qual os ultraortodoxos controlam todos os aspectos da vida do cidadão”, afirmou Avnery.

“Sou um total ateu e não vejo razão alguma para que eu esteja registrado como pertencente à religião judaica e subordinado ao rabinato”, disse.

Nacionalidade e religião

O Estado de Israel classifica uma pessoa que nasceu de mãe judia ou se converteu ao judaísmo de acordo com as regras ortodoxas como pertencente à religião e à nacionalidade judaica.

Algumas leis do país, no entanto, fazem distinções entre cidadãos judeus israelenses e árabes israelenses.

Por exemplo, a maioria das terras públicas em Israel não pode ser vendida a cidadãos não-judeus, pois existem restrições nos regulamentos das instituições que administram as terras, segundo as quais terras públicas só podem ser transferidas para judeus.

Escritor

O movimento para apagar a definição de judaísmo nos registros civis começou com o ato individual do escritor Yoram Kaniuk, que moveu um processo contra o Ministério do Interior exigindo ser registrado como “sem religião”.

No dia 5 deste mês, o Tribunal de Tel Aviv resolveu aceitar o recurso de Kaniuk e instruiu o Ministério do Interior a cancelar a definição de judaísmo de seus registros.

Kaniuk, considerado um dos escritores mais importantes de Israel, afirma que pertence ao povo judeu, mas não à religião judaica.

“Hoje em dia, os maiores inimigos do judaísmo são o rabinato e as autoridades ortodoxas”, afirmou ele.

O poeta Oded Carmeli, um dos organizadores do movimento, disse à BBC Brasil que o precedente criado por Kaniuk lhe possibilitou “sair do armário”.

“Sempre fui ateu, mas no judaísmo qualquer pessoa cuja mãe é judia é automaticamente considerada como pertencente à religião judaica, desde o momento em que nasce.”

“Quando nasci, ninguém me perguntou se queria ser registrado como judeu ou não, mas agora, depois do ato de Kaniuk, finalmente posso me registrar de acordo com a minha verdadeira identidade, pois não acredito em nenhum Deus”, disse Carmeli.

‘Israel Livre’

Para Miki Gitsin, líder do movimento Israel Livre, “centenas de israelenses não suportam mais o fato que as instituições rabínicas e os políticos ultraortodoxos controlam suas vidas e os impedem de viver de acordo com seus princípios”.

Uma das principais restrições impostas pelas autoridades religiosas ao público laico é a ausência de casamento civil em Israel.

Um homem definido como judeu só pode se casar de acordo com os preceitos do rabinato, e somente com uma mulher judia.

Se um cidadão israelense quiser se casar em casamento civil terá que viajar para o exterior.

O pedido de apagar a religião judaica dos registros civis desperta a indignação de muitos israelenses, que enviam reações furiosas pela internet aos signatários dos documentos.

No site do jornal Haaretz, alguns comentavam que a secularização significaria “a morte de Israel” e que o Estado foi criado para ser judeu.

Um leitor escreveu que a medida é semelhante a “querer que o Vaticano separe Estado e religião”. Outro internauta afirmou que “o judaísmo não é apenas uma religião, mas uma ordem social que define os judeus”.

 

Discurso de Dilma na UE é ‘irreal’ e ‘hipócrita’, diz artigo no ‘FT’

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Fonte: votebrasil.com

A recente fala da presidente Dilma Rousseff perante líderes da União Europeia, oferecendo ajuda para combater a crise e advertindo contra ajustes fiscais muito severos no continente, soou “irreal” e “hipócrita”, opina Clique artigo publicado na última terça-feira pelo Financial Times.

O artigo ironiza o fato de um país conhecido por seu “incômodo e pesado” sistema tributário advertir a UE contra “impostos restritivos”. E cita a proposta do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de propor um “pacote de resgate dos Brics” para a zona do euro.

“O problema é que ele esqueceu de consultar outros países dos Brics, como a China, que detém a maioria das reservas em moeda estrangeira do bloco. Até seus compatriotas se surpreenderam com a ideia de que o Brasil poderia resgatar países como a Itália, que tem um PIB per capita três vezes maior que o seu”, diz o artigo.

O texto também diz que Brasília criticou o protecionismo apenas uma semana antes de elevar o IPI para carros importados. Ainda assim, ressalta que a “recém-descoberta voz global” do Brasil é um sinal de “maior estabilidade interna”.

 

EUA: quando o perigo do tráfico cruza a fronteira

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O conflito entre e contra as organizações de tráfico de drogas já matou mais de 40.000 pessoas no México nos últimos cinco anos. A resposta norte-americana tem sido, no entanto, distorcida pelo fato de que muitos norte-americanos veem a segurança na fronteira como o esforço para manter imigrantes econômicos não autorizados fora dos Estados Unidos, tendo o fluxo ilícito de drogas do México e armas dos Estados Unidos como problemas menores. O clamor tem crescido – particularmente no Texas, que tem a maior parte dos 3.200km de fronteira –, mas muitas coisas têm chamado a atenção dos Estados Unidos.

A primeira é que os recentes espasmos de violência são impressionantes por que as gangues de drogas agora estão ameaçando civis explicitamente. Houve também crimes altamente divulgados nos Estados Unidos. Outra razão para tentar uma nova abordagem é que a imigração não autorizada pela fronteira do sul diminuiu sensivelmente nos anos recentes, de modo que a reforma da imigração não é mais tão controversa quanto antes.

O problema é que ainda que o ímpeto político esteja lá, prescrições de políticas públicas não são tão óbvias assim. Legalizar as drogas, até mesmo só a maconha, poderia ajudar a minar os traficantes removendo sua grande fronte de lucro. Uma eventual legalização teria um grande efeito na justiça criminal norte-americana. Em 19 de setembro, o FBI divulgou seus registros criminais para 2010. De acordo com o relatório, o país tinha 13,1 milhões de prisões no último ano. A maior categoria de crimes, com pouco mais de 1,6 milhões de prisões, foram violações envolvendo drogas. Quase metade dessas prisões se deu por posse de maconha.

No lado da aplicação da lei, os Estados Unidos estão tentando novas abordagens, mas também houve erros. Em julho, uma investigação do Congresso descobriu que um programa do Departamento de Justiça, projetado para rastrear armas compradas nos Estados Unidos até seu destino final, resultou em 1.600 armas desaparecidas por um período de 15 meses. Mais de 100 delas foram recuperadas depois de crimes. Esforços mais inteligentes são necessários.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Dilma defende ingresso da Palestina nas Nações Unidas

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Em seu discurso de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira, 21, a presidente Dilma Rousseff, primeira mulher a abrir os trabalhos da Assembleia Geral em Nova York, saudou o ingresso do Sudão do Sul e clamou por uma cadeira para a Palestina na organização.

Ignorando o desconforto que o apoio explícito à Palestina cria entre norte-americanos e israelenses e reforçando a posição de líder internacional que o Brasil tanto almeja, a presidente disse  acreditar que é chegado o momento de a Palestina ser membro pleno da ONU.

“O Brasil defende o reconhecimento do Estado palestino e a autodeterminação do seu povo. Apenas uma palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel. Venho de um país no qual descendentes de árabes e judeus convivem em harmonia”, disse a presidente.

O discurso de Dilma tratou ainda da crise econômica, da participação cada vez maior das mulheres na política, da luta contra as violações aos direitos humanos e da necessidade de reformas no Conselho de Segurança da ONU. “As Nações Unidas precisam de um Conselho que reflita a realidade contemporânea, com uma participação maior dos países em desenvolvimento. O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades”, declarou a presidente.

Obama: ‘não há atalho para a paz’

Presidente palestino Mahmoud Abbas escuta pronunciamento do presidente Obama sobre o apelo palestino pelo reconhecimento como Estado na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira, 21 (Reprodução/ New York Times) 

O presidente norte-americano Barack Obama também afirmou defender a criação de um Estado palestino em seu discurso no plenário da ONU, mas acrescentou que “não há atalhos para a paz”, e que ela só será conquistada por meio de negociações entre os próprios israelenses e palestinos. “Se fosse fácil a paz já teria sido realizada (…) Como no Sudão do Sul, as negociações entre as partes são o caminho para um Estado palestino”.

Obama salientou que os Estados Unidos apoiam o reconhecimento da Palestina e tem investido esforços para atingir este objetivo, mas lembrou também que os norte-americanos mantêm um “compromisso inabalável” com a segurança de Israel.

“Sejamos honestos”, disse o presidente. “Israel está cercado por vizinhos que têm travado guerras repetidas contra seu território. Crianças israelenses crescem sabendo que em outros países da região outras crianças são ensinadas a odiá-las. Cada lado tem de aprender a se colocar no lugar do outro. Isso é o que devemos assegurar e promover”.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Governo cubano luta para impor impostos a trabalhadores autônomos

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Quando o presidente cubano Raúl Castro anunciou, no ano passado, que o governo cortaria sua folha de pagamento em 20% e passaria a promover os profissionais autônomos, a mídia estatal celebrou o nascimento de uma “cultura de impostos”. Como muitos cubanos nunca pagaram impostos sobres suas rendas, os jornais comunistas publicaram um guia explicando o conceito. Economistas do governo previram um aumento de 400% na receita dos impostos individuais.

A experiência foi turbulenta. Em outubro, Cuba publicou um código fiscal para os trabalhadores em suas 181 novas profissões autorizadas, que vão desde marceneiros até palhaços profissionais. Como no começo dos anos 1990, a última vez em que Cuba realizou tentativas de liberalização econômica e regulação fiscal, as taxas foram severas: 10% sobre os lucros; 25% sobre o seguro social e 50% sobre a renda. Esses números desencorajaram aqueles que pretendiam se arriscar em profissões autônomas. Em maio, as licenças de emprego já se acumulavam nos escritórios do governo.

Além disso, Castro não conseguiu fortalecer o Escritório Administrativo Nacional de Impostos (ONAT), que foi rapidamente abarrotado de declarações. Isso atrasou a coleta da receita e permitiu que sonegações propositais e acidentais seguissem impunes. “Eles parecem mais confusos sobre os impostos do que nós”, diz Ernesto, um engenheiro que obteve uma licença para trabalhar como encanador em março. Ele admite que simplesmente deduz quanto ganha cada mês e então declara um décimo desse valor.

Mas Raúl Castro parece mais flexível que seu irmão e antecessor, Fidel, que culpou os autônomos por promoverem a desigualdade e taxou as firmas privadas até que elas fechassem suas portas. Ansioso para empregar um milhão de servidores que ele planeja despedir, ele conseguiu isenções dos impostos sobre o seguro social e aumentou em duas vezes o campo para deduções, além de ordenar que o ONAT treinasse sua equipe novamente e contratasse novos inspetores. “Claramente, as regras estão sendo criadas durante o processo de implementação”, diz um diplomata europeu em Havana. “Mas Raúl parece determinado a fazer seu plano funcionar”.

Mais reformas estão a caminho. No fim de 2011, cubanos poderão comprar e vender casas e automóveis. Ainda resta saber por quanto tempo eles aceitarão impostos sem representação. “Eles coletam nossos impostos”, diz Michel, um barbeiro que recentemente abriu seu próprio negócio. “Mas ainda mantêm seus segredos”.

Menino de 10 anos surpreende escola ao voltar das férias como menina

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Um menino britânico que se identifica com o sexo oposto surpreendeu seus colegas ao retornar das férias escolares vestido de menina.

O garoto de 10 anos, cujo nome tem sido mantido em sigilo, foi diagnosticado com o chamado transtorno de identidade de gênero – quando um menino ou menina sente que, na verdade, pertence ao outro sexo.

A história foi revelada pelo jornal local Worcester News, da cidade de mesmo nome onde vive a família.

Segundo o jornal, a decisão de aceitar a menina foi tomada pela família durante as férias de agosto.

“Na cabeça dela, ela é uma garota, mas no corpo de um garoto”, disse a mãe, de 36 anos de idade.

Diferenças

A condição foi diagnosticada por uma equipe de psiquiatras em Londres. Mas a família diz que percebeu as diferenças do menino desde os dois anos de idade.

“Ela prefere brincar de boneca do que de carro”, afirmou a mãe. “Ela é uma garota bem feminina. Quer se vestir de acordo com a última moda. Não tem nada de masculino.”

Desde que a história foi revelada, a criança tem recebido manifestações de apoio no Worcester News.

Segundo a mãe, o carinho dos leitores é um “alívio”.

No passado, o menino foi ridicularizado por um grupo de adultos que o chamou de “bizarro” em um shopping center.

Dirigentes espanhóis divulgam seu patrimônio. Perto dos nossos políticos, parecem pedintes…

terça-feira, 13 de setembro de 2011

 

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Zapatero, o governante socialista, e Rajoy, o líder conservador: na meia idade, patrimônios a anos-luz de congêneres brasileiros

Amigos, os espanhóis deixaram esta semana por algum tempo afastadas as preocupações sobre a capacidade de o país arcar com seus débitos – no âmbito geral da crise de alguns países da zona do euro – para discutir o patrimônio declarado de seus principais políticos, que acaba de ser divulgado.

Como brasileiro, tive vontade de rir com a reação da mídia e do público. O excelente jornal El Periódico, de Barcelona, por exemplo, trouxe como uma das manchetes sobre o tema a seguinte: “A difusão dos bens de parlamentares causa furor”.

Pensei comigo: “Se eles soubessem como é no Brasil…”

Causou “furor”, entre outras informações, saber que o homem mais rico das Cortes – o Legislativo espanhol – é o presidente do Congresso dos Deputados, José Bono, cujo patrimônio é de 1,7 milhão de euros, ou algo como 4 milhões de reais. Ele chegou a ser denunciado pela imprensa de extrema direita, no passado, por suposto enriquecimento suspeito, mas o caso foi arquivado.

Não é de rir? Com certeza há centenas de prefeitos de cidades médias e até pequenas no Brasil com patrimônio de valor superior. Bem como vereadores, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores…

Lembro-me de que, há uns bons 10 anos atrás, VEJA realizou um levantamento independente, com avaliadores confiáveis, sobre o patrimônio visível do ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado. Sarney se dedica em tempo integral à vida pública há cerca de 60 anos – e, no entanto, e naquela época, VEJA chegou à conclusão de que seus bens valiam 100 milhões de reais. A valores de hoje, só Deus sabe quanto.

Há ainda mais tempo, VEJA mostrou que o falecido ex-governador Orestes Quércia, que desde seus 20 anos só fez política, havia conseguido amealhar, em bens oficialmente declarados, 52 milhões de reais – patrimônio que quando de sua morte, no ano passado, estimava-se bem superior a 1 bilhão de reais.

O falecido ex-ministro e ex-governador Antonio Carlos Magalhães, o ACM, que igualmente só se dedicou à política durante sua longa vida, faleceu em 2007 como dono de um império, que incluía emissora de TV filiada à Rede Globo, emissoras de rádio, jornal e uma plêiade de negócios.

Em comparação com os nossos, os políticos espanhóis parecem pedintes. Vejam só os 3 principais casos:

O primeiro-ministro socialista José Luís Rodríguez Zapatero ainda não tem casa própria. Seu patrimônio consiste em um imóvel ainda em construção de valor não declarado na cidade onde cresceu e se formou, León, em sociedade com a mulher, Sonsoles Espinosa, para o qual não solicitou empréstimo. Aos 51 anos, em contas bancárias e 3 diferentes planos de aposentadoria privada, acumula 158 mil euros (370 mil reais). Não tem automóvel.

O líder do principal partido de oposição, o Partido Popular (PP) e provável vencedor das eleições gerais de novembro, Mariano Rajoy, aos 56 anos possui um apartamento e 3 garagens em Madri, uma casa em Pontevedra, em sua Galícia natal, e 597 mil euros (1,4 milhão de euros) em depósitos bancários, ações e investimentos vários. Não tem automóvel.


Rubalcaba: um bom dinheiro em investimentos, mas proprietário de um só imóvel e dois carros velhos

O candidato socialista à sucessão de Zapatero, Alfredo Pérez Rubalcaba, químico de formação, ex-ministro do Interior, é dono de um apartamento em Madri, co-proprietário de uma garagem, dispõe de 984 mil euros (2,3 milhões de reais) em depósitos bancários, investimentos e ações, um automóvel Mazda 1998 e um Skoda 2000.

São os três principais políticos da Espanha no momento, todos de homem já de meia idade, fase em que pessoas de classe média/média alta na Europa, como é seu caso, amealharam tanto ou mais do que eles.

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Autor: Ricardo Setti

Família real inglesa dá exemplo e economiza

segunda-feira, 12 de setembro de 2011
 
Lucas Marchesini
Do Contas Abertas

No final de 2010 o governo da Grã-Bretanha anunciou o maior pacote de cortes de gastos públicos do país desde a Segunda Guerra. Com o objetivo de combater o déficit público recorde e conter a dívida pública, nem a família real inglesa escapou da economia.  Comparado o orçamento da monarquia britânica relativo ao período de 2009-2010 com o de 2010-2011, nota-se a diminuição de 5,3% nos dispêndios. No total, os gastos passaram de £ 33,9 milhões (R$ 90 milhões) para £ 32,1milhões (R$ 85 milhões).

O esforço realizado pelos nobres ingleses é maior do que o proposto para todo o gasto público no país. O objetivo da coalizão conservadora-liberal democrata é economizar 1% do total de gastos públicos no ano de 2010, o equivalente a £ 6,2 bilhões (R$ 16,4 bilhões).

O único tipo de gasto que cresceu no último ano foi com as viagens realizadas pela monarquia. Os valores saltaram de £ 5,4 milhões (R$ 14.3 milhões) para £ 6,1 milhões (R$ 16,2 milhões). O montante total foi gasto em 440 viagens de membros da família real ou de funcionários de suas casas.

A jornada mais cara foi realizada pela rainha Elizabeth e seu marido, o duque de Edimburgo, para Abu Dhabi entre os dias 24 e 28 de novembro do ano passado. A viagem custou cerca de £ 356 mil (R$ 943 mil). Os deslocamentos da rainha são considerados missões, que se desenvolvem dentro do papel de chefe de estado.

O erário público também financia viagens de outros membros da família real quando estão em missões de estado. Esse foi o caso da segunda viagem mais cara realizada em 2010. Entre os dias primeiro e cinco de outubro, o príncipe Charles e sua esposa, a duquesa da Cornualha, foram para três cidades na Índia, ao custo de £ 298 mil.

Monarquia mais cara da Europa

Segundo levantamento feito jornal inglês The Telegraph, a família real britânica é a mais cara monarquia do velho continente. O orçamento anual autorizado pelo parlamento inglês é de £ 40 milhões (R$ 105 milhões). Sete milhões de libras a mais do que a família real holandesa, em segundo lugar na lista.

Contudo, apesar dos gastos pagos pelos cofres públicos, a família real gerou lucro de £ 200 milhões (R$ 529 milhões) para o governo britânico no último ano fiscal. Isso acontece por que a instituição que rege as propriedades monárquicas, Crown Estate, rende £ 230 milhões (R$ 609 milhões) por ano. A empresa existe desde 1760 e surgiu da combinação feita entre o rei George III e o parlamento. O acordo estipulava que a coroa cedesse a administração de suas propriedades para o parlamento. O dinheiro gerado por ele serviria para cumprir o orçamento real, votado anualmente pelos parlamentares, e todo superávit iria para o tesouro inglês.

Curiosidade

A moeda utilizada na Inglaterra é a libra esterlina, com o símbolo £ (pound ou sterling, em inglês), uma das mais fortes moedas do mundo. A Inglaterra está entre as quatro principais economias europeias e centro líder de comércio exterior e de serviços financeiros, com o sexto maior Produto Interno bruto do mundo, próximo aos US$ 2 trilhões.

Para embaixador dos EUA, governo Lula tinha ‘corrupção generalizada’

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Declarações do diplomata norte-americano Thomas Shannon foram reveladas pelo site WikiLeaks.
 
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, revelou em carta enviada ao procurador-geral dos EUA, Eric Holder, que a diplomacia norte-americana considerava a corrupção “generalizada e persistente” durante o governo Lula, atingindo todos os Três Poderes.  A carta, enviada há cerca de um ano e meio e revelada esta semana pelo site WikiLeaks, serviria como uma preparação para a visita de Holder ao Brasil. Nela, Shannon fez um raios-X da Justiça brasileira, acusando-a de “desesperada e disfuncional”.

Não é a primeira vez que documentos da diplomacia norte-americana expõem críticas sobre o nível de corrupção no Brasil. Documentos de 2004 e 2005 mostraram a mesma preocupação e já alertavam para o risco de os escândalos do mensalão acabarem imobilizando o governo brasileiro.

Corrupção generalizada

No último ano do governo Lula, a percepção negativa dos EUA sobre a corrupção no Brasil não se limitava apenas aos Três Poderes. De acordo com Shannon, “as forças de ordem seriam prejudicadas por falta de treinamento, rivalidades burocráticas, corrupção em algumas agências e uma força policial muito inferior para cobrir um país com quase 200 milhões de habitantes”.

Outro problema apontado pelo diplomata norte-americano em carta diz respeito à Justiça no Brasil: “Apesar de muitos juristas serem de alto nível, o sistema judiciário brasileiro é frequentemente descrito como sendo disfuncional, permeado por jurisdições que se acumulam, falta de treinamento, burocracia e atrasos”, escreveu o embaixador.

Thomas Shannon disse ainda que a “polícia, procuradores e juízes precisam de treinamento adicional no Brasil. Procuradores e juízes, em especial, precisam de treinamento básico para ajudá-los a caminhar em direção a um sistema acusatório mais eficaz”.

 Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Para oposição, Obama é um ‘fracote’ na Casa Branca

sábado, 3 de setembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Com Obama dependendo da permissão de John Boehner para apresentar programa de criação de empregos, EUA se perguntam se ele algum dia lutará pelas políticas em que acredita. Por Michael Tomasky*
 
Me deprime ler declarações como a do porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, que diz que “O presidente espera que os membros do Congresso voltem do recesso de agosto com o espírito do compromisso bipartidário e com a urgência necessária para atender às necessidades de nossa economia e de nossa força de trabalho”. Ou essa: “Haverá uma série de razões para pessoas em ambos os lados gostarem do plano de criação de empregos do presidente”.

É assustador que Barack Obama irá enfrentar a batalha econômica desse outono com seu repertório de clichês datados. De que provas mais ele precisa para entender que os republicanos voltarão a Washington com o espírito da hostilidade partidária? Quando Obama irá revidar?

Espero que a Casa Branca mantenha uma carta na manga, pois até agora o placar marca 2 a 0 para os republicanos (com a ameaça de suspensão do governo e o acordo da dívida) durante um período no qual a popularidade do presidente teve uma queda de 10%, um número impressionante, considerando que, no mesmo período, os Estados Unidos finalmente mataram Osama bin Laden. A tática dos republicanos tem funcionado quase que perfeitamente. Não importa que o partido tenha um alto índice de rejeição. As pessoas votam em candidatos individuais, e no momento, Obama está em apuros, empatado com nomes como Mitt Romney e Rick Perry em alguns dos maiores estados do país. Obviamente todos na casa Branca sabem disso. Eles só parecem não querer fazer nada a respeito.

A declaração sobre o plano de criação de empregos mostra, novamente, que a Casa Branca se recusa a entender o tipo de oposição que está enfrentando. Foi uma tolice agendar a discussão no mesmo dia do debate do Partido Republicano, já que o único canal simpático ao governo, a MSNBC, é a patrocinadora do debate. Qualquer que seja o resultado final, a disputa é um bom exemplo da falta de astúcia política da Casa Branca, e a esperança é a de que Obama reflita sobre o fato de John Boehner ter sido o primeiro presidente do Congresso da história a recusar uma data escolhida pelo presidente do país, e comece a perceber a realidade ao seu redor.

A julgar pelas informações que vazaram, o programa é um tanto modesto, com um provável corte de impostos para empregadores, um benefício fiscal para os empregadores de veteranos militares e mais nada. Eu esperava uma proposta de infraestrutura bancária, que fizesse com que corporações norte-americanas trouxessem os negócios de volta do exterior, e que usasse esse dinheiro para financiar os bancos. Essa é uma ideia que circula por Washington, e até mesmo Tom Donahue, da Câmara de Comércio, já se mostrou favorável a ela.

Os liberais querem que Obama vá mais longe – como, por exemplo, uma proposta de US$ 227 bilhões para um programa de empregos públicos financiado por um imposto extra em famílias com rendas acima de US$ 1 milhão. Eles querem que Obama anuncie ideias grandes e claras, capazes de cativar o povo. Deixe que os republicanos as bloqueiem, e então os culpe, para que a população veja quem está impedindo a criação de empregos. Tenho certeza de que Obama afirmaria que nunca iria propor algo que ele soubesse que não seria aprovado, e preferiria vitórias menores que poderiam produzir alguns empregos que pudessem lhe garantir alguns pontos politicamente.

É justo – exceto pelo fato de que não há porque acreditar que ele vá conseguir nem ao menos as pequenas vitórias. Os republicanos tratarão qualquer coisa que ele faça como um novo plano fracassado de estímulo, a propaganda de direita colocará uma fatwa sobre a cabeça de qualquer congressista ou senador mais ousado, e nenhum plano com “Obama” no nome será aprovado no Senado, muito menos na Câmara, e é assim que será. Sabemos disso.

Por isso é tão desesperador ler declarações como as de Carney. O plano pode ser ousado ou modesto. O importante é que ele terá que lutar com todas as forças, mas não o fará. Ao invés de culpar ambos os lados, ele não culpa nenhum. Ele fala em acabar com os impasses partidários como se falasse de uma ato divino, como o furacão Irene, que poderia ser superado se todos unissem forças.

Mas a verdade é que o impasse é um ato dos homens. McConnell, Boehner e Cantor nunca são criticados pelo presidente. São duas sílabas a mais do que “Martin, Barton e Fish”, o trio de obstrucionistas republicanos denunciados por Franklin Roosevelt, mas o presidente é um homem articulado, que certamente não teria dificuldade em pronunciar esses nomes.

Lembre-se, Obama. Você foi o homem eleito sob a plataforma da mudança. É hora de mudar.

* Correspondente da Newsweek e editor do Democracy: A Journal of Ideas

 

Estado de saúde de Fidel Castro se deteriora, diz jornal da Venezuela

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Segundo Noticia Al Dia, cubano estaria na UTI; rumores sobre morte circulam na internet.

O jornal venezuelano Noticia Al Dia assegura que o estado de saúde do ex-presidente cubano, Fidel Castro, deteriorou nesta terça-feira (30) e que ele estaria em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nada foi divulgado ainda pelo governo e a imprensa oficial.

A origem dos boatos seria um e-mail circulado pelo site de notícias chileno 24 Horas. Em uma imagem do e-mail divulgada na internet mostra a manchete: “Exclusivo: na tarde de hoje morreu em sua residência em Laguito o ditador cubano Fidel Castro”.

Nas redes sociais e correntes de e-mails os rumores já circulam sobre a morte do líder da Revolução Cubana. No entanto, sites de tecnologia da informação dizem que a mensagem do 24 Horas seria, na verdade, um spam.

A famosa blogueira dissidente Yoani Sánchez fez um comentário em seu Twitter sobre o boato forte que circula entre os cubanos.

- Não só os ventos frescos de setembro tocam Havana. Certo rumor de NOTICIA foi largamente divulgado. Será verdade?

Minutos mais tarde, Yoani postou que seu telefone “não parava” com todos perguntando se o estado de Fidel realmente é grave.

- Não sei, e se for isso mesmo nós cubanos seremos os últimos a saber.

A saúde de Fidel Castro se deteriorou nos últimos anos e esse foi um dos motivos que o fizeram entregar suas atividades no governo cubano ao irmão, Raúl, em 2006.

 

Oposição anuncia recompensa de US$ 1,7 milhão para quem ajudar a capturar Khadafi

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Internacional
Agência Lusa

Brasília – A oposição na Líbia anunciou hoje (24) que pagará aproximadamente US$ 1,7 milhão para quem prestar informações e der pistas que levem à captura do líder líbio, Muammar Khadafi. A recompensa será paga se Khadafi for encontrado vivo ou morto.

O valor da recompensa foi sugerido por empresários e pelo Conselho Nacional de Transição (CNT) – órgão que tem funcionado como governo paralelo no país.

O presidente do conselho, Mustafa Abdeljalil, avisou ainda que será concedida anistia ampla a todos os parentes e amigos de Khadafi que colaborarem para a captura do líder. “O regime de Khadafi só estará acabado no momento em que ele for capturado vivo ou morto”, disse ele.

Segundo Abdeljalil, as tropas leais a Khadafi mantêm os ataques de dentro do complexo residencial do líder líbio, no bairro de Bab Al Aziziya, em Trípoli. “Vão continuar a disparar até que Khadafi seja capturado”, disse. “O comportamento [do líder líbio] nos faz temer uma catástrofe”, acrescentou.

Na segunda-feira (22), Abdeljalil havia dito que a expectativa era que Khadafi fosse capturado vivo. “Esperamos que Muammar Khadafi seja capturado vivo para que possa ter um julgamento justo”, disse ele.